Rio Grande do Sul
Governo Leite é acusado de firmar parceira para promover a Ideologia de Gênero no RS

Parceria com a UNESCO é apontada como forma do RS introduzir a Ideologia de Gênero nas salas de aula.

12/02/2020 21h52 - Por Camila Greff

Nesta segunda-feira (10), foi firmada uma parceria entre o Governo gaúcho e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com a finalidade enfrentar questões relativas a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O programa de cooperação foi denominado “Tecnologias Sociais Inovadoras de Educação e Saúde para a Prevenção de ISTs/AIDS em jovens”.

Contudo, a parceria vem sendo apontada em redes sociais como uma forma de introduzir o tema “Ideologia de Gênero” nas escolas. O assunto não possui consenso por parte da sociedade brasileira, razão por que não deve ser imposto aos jovens, principalmente se contrariar valores familiares da criança ou adolescente, que deve ter assegurada a sua liberdade de crença.

De acordo com jornalista Políbio Braga, a cooperação entre RS e UNESCO teria como objetivo implícito “formatar e implementar um projeto para ensinar educação sexual nas escolas, o que inclui a obrigatoriedade de educação sobre gêneros e a dissolução das famílias tradicionais“. O jornalista acrescenta que o Governo gaúcho que afrontar as políticas públicas implementadas pelo Governo federal, e que pretende impor uma ideologia a professores, pais e alunos.

Em nota, o Partido da Social Democracia Brasileira assegura que não há intenção de introduzir o tema “Ideologia de Gênero” nas escolas. Confira a íntegra do comunicado:

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NOTA DA BANCADA DO PSDB Nesta semana, o Governo do Estado celebrou um importante convênio com a UNESCO, buscando implementar uma sólida política de prevenção à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. Levantou-se uma polêmica quanto ao eventual risco de que esse programa seja utilizado como vetor para introduzir a ideologia de gênero em nosso sistema educacional. Não é isso, porém, o que prevê o documento. Uma leitura atenta do protocolo firmado com a UNESCO é o suficiente para ver que se trata de um documento técnico, que prevê uma série de ações coordenadas entre as áreas da saúde e da educação, nenhuma delas impondo a ideologia de gênero em nosso Estado. Trata-se, isso sim, de atacar com método e seriedade um problema grave de saúde pública do RS: o nosso Estado tem uma taxa de detecção de HIV de 27,2 pessoas para cada 100 mil habitantes, contra uma média nacional de 17,8. Lamentamos que temas relacionados à saúde pública sejam tratados de forma irresponsável, e, diante disso, a bancada do PSDB na Assembleia Legislativa reafirma seu compromisso com a defesa da família, conforme reconhecem o Art. 226, §5°, da Constituição Federal e o Art. XVI da Declaração dos Direitos Humanos da ONU. É sob essa ótica que se deve ler o termo “gênero”, caso se insista em utiliza-lo: ele se refere ao homem ou à mulher; diferentes, mas dotados de igual dignidade. Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2020. Deputado Estadual Mateus Wesp Líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa Deputado Estadual Pedro Pereira Vice-líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa Deputado Estadual Luiz Henrique Viana Deputada Estadual Zilá Breitenbach #bancadaPSDBrs

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Por ora, aos cidadãos cabe fiscalizar se as políticas públicas que vierem a ser implementadas para a prevenção de ISTs e AIDS possuem algum tipo de viés ideológico, ou se destinam apenas a educar e conscientizar os jovens, independentemente de suas crenças.