fbpx
Pará
Governador Helder Barbalho é acusado de financiar campanha com propina

A PF chegou a pedir a prisão cautelar de Jader, porém a PGR e o Ministro Fachin negaram

06/11/2019 20h17 - Por Vinicius Vinholte

Segundo a ​delação premiada do executivo da J&F, Ricardo Saud, realizada à PF em 2017, a empresa ​destinou o valor de R$ 40.982.601,00 a Senadores do PMDB. Das seguintes formas: mediante entregas em espécie, pagamentos de serviços simulados lastreados em notas fiscais fraudulentas e doações oficiais realizadas a diretórios e candidatos, ​debitados dos créditos indevidos existentes nas ‘contas correntes’ que os ex-Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff possuíam junto ao Grupo J&F.

Entre eles, Jader Barbalho que recebeu R$ 8.982.602,00, valor este que fora dividido com o filho Helder para sua campanha a governador do Pará em 2014, algo em torno de R$ 2. 980.000,00, porém acredita-se que toda a propina foi usada na campanha de Helder. No depoimento, o executivo ainda detalhou como foi paga a propina a Jader e Helder:

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA: Foram doados R$ 2 milhões, ao diretório estadual do PMDB no Pará direcionados à campanha de Helder Barbalho;

NOTAS FISCAIS FRIAS: R$ 2 milhões foram pagos com notas frias à empresa CD consultoria empresarial​; R$ 2 milhões para a empresa Envio Transportes; e mais R$ 2 milhões para ​Bentes & Bentes advogados associados​;

DINHEIRO VIVO: Ricardo, confessou ainda que foi repassado por André Gustavo o valor de R$ 982.000,00 para o ex-diretor geral da ANTAQ no governo Dilma, Luiz Otávio (PMDB).

A operação de nome ​Alaska​ deflagrada ontem pela PF, relacionada ao inquérito aberto no STF no ano passado, que investiga tais repasses fez apreensões e intimou autoridades pelo país, entre elas Jader e Barbalho. Embora tenha limitado-se a isso, a PF chegou a pedir a prisão cautelar de Jader, porém a PGR e o Ministro Fachin não viram a necessidade da cautelar. Jader já​ chegou a ser preso em 2002 pela Justiça Federal, que o condenou a devolver mais de R$ 2 milhões à União, acusado de chefiar um esquema milionário de fraudes na SUDAM.