Segurança
GDF busca STF para tirar líderes de facções de Brasília

Pedido será analisado em sigilo pelo ministro Luís Roberto Barroso

14/02/2020 09h36 - Por Jonas Fernandes

Em março de 2019, o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Williams Herbas Camacho (o Marcola) foi condenado por 330 anos de prisão. A novela começou quando ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília contra a vontade do Governo do DF, que vem rechaçando a decisão constantemente. Nesta quarta-feira (12), a intriga chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido demonstra a insatisfação dos órgãos da capital com a presença dos criminosos na Penitenciária, que fica a 15 quilômetros da Praça dos Três Poderes. A requisição tem como relator o ministro Luís Roberto Barroso e será analisada em sigilo.

A Ordem dos Advogados do DF (OAB-DF) se manifestou contrária à decisão da União devido à proximidade de autoridades importantes como ministros de Estado, parlamentares, ministros de tribunais superiores, além de representações estrangeiras na capital do País.

Na semana passada (7), o presidente Jair Bolsonaro e o Ministro Sérgio Moro empregaram as Forças Armadas para defender o perímetro da Penitenciária, conforme a Garantia da Lei e Ordem (GLO). Sérgio Moro justificou o emprego das Forças Armadas para a profilaxia de fugas:

“O governo tá sempre adiante dos criminosos e a ideia ali é prevenir qualquer espécie de tentativa de um eventual resgate”.

Em dezembro do ano passado, um plano do PCC para resgatar Marcola foi frustrado pelas Forças Armadas, que empregaram veículos blindados e reforçaram o perímetro para defender a penitenciária. A fuga teria custado cerca de R$ 80 milhões.


Fonte: G1 e Metrópoles