fbpx
Bahia
Feira de Santana: Manifestantes vão à Câmara Municipal em apoio a PM Bahia

Ato acontecerá nesta terça feira (17) às 7:30 da manhã na Câmara de Vereadores, manifestantes buscam apoio em abrir um diálogo com o Governo do Estado

16/09/2019 20h57

Em 2014 a Bahia passou por um caos gigantesco. A Polícia Militar anunciava que entraria em greve.
As reivindicações eram: Ajuste salarial, mudanças na política remunerativa, plano de carreira, acesso único ao quadro de oficiais, um Código de Ética, aposentadoria com 25 anos de serviço para policiais femininas, aumento do efetivo, bacharelado em Direito para os oficiais, além de elevação de toda a tropa para o nível superior entre 2014 e 2018.
Após 2 dias intensos de conversas e tentativas de apaziguamento, tudo parecia tomar um rumo para o início de um acordo. O governo Petista apresentou uma contraproposta para os policiais, veja as proposições dadas pelo governo na época.

Aumento da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) dos praças na proporção de 25% para as funções administrativas, 45% para as operacionais, 65% para os motoristas e Regime de Tempo Integral (RTI) para os oficiais, com atualização da lei;

Retirada para nova discussão da proposta do Código de Ética e rediscussão das propostas do Estatuto e Plano de Carreira;

Rever os processos administrativos e disciplinares referentes à mobilização de 2012;

Regulamentar o artigo 92 do Estatuto dos Policiais Militares, nas bases a serem negociadas com o Governo do Estado, Associações e PM – o artigo trata dos auxílios alimentação, funeral, fardamento para alunos em formação, transporte e bagagem.

A contraproposta foi aceita e comemorada pelos policiais baianos que logo voltaram as suas atividades.

Mas após 5 anos que o acordo foi fechado, assinado e comemorado, segundo o coordenador da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (ASPRA), Paulo dos Anjos, o governo do estado não cumpriu com o acordado.

“Após o acordo, o governo fechou as portas para o diálogo, já são 5 anos que o governo não dialoga com categoria, e de lá para cá, a categoria vem perdendo. No PLANSERV, o governou reduziu sua contrapartida patronal, era 5% passou a ser 2%, isso significou uma retirada no montante de 300 milhões do PLANSERV. O governo também aumentou a previdência (FUNPREV) dos funcionários públicos, era 12% passou para 14%. São 6 anos sem correção salarial” indagou o coordenador da ASPRA.

Os manifestantes procuram dialogar mais uma vez com o governo do estado, veja reivindicações atualizadas que a categoria busca.

Cumprimento do acordo firmado em 2014;

Melhorias do plano de Assistência à Saúde (PLANSERV)

Solução para o novo sistema RH

Reforma do Estatuto da Categoria

Código de Ética

Periculosidade

Auxílio Alimentação

Reajuste do CET

Plano de carreira

Cumprimento de ordem judicial

Isenção de ICMS para aquisição de armas de fogo para PM

Além dessas pedidas, os manifestantes buscam também apoio para os concursados que não foram convocados pelo governo do estado, mesmo depois de passarem no concurso e estarem habilitados para o serviço da PM.

“É importante salientar que o efetivo da polícia se encontra bastante defasado , há um défice de aproximadamente 15 mil policiais. Isso tem refletido na segurança dos profissionais, quase 200 cidades na Bahia tem apenas 2 policiais, é um contexto bastante complicado. Dois policiais não conseguem se dar segurança , quem dirá fazer a segurança da população. São dois trabalhadores que acabam não tendo a melhor condição de atuação. Isso acaba refletindo nos números altos de violência na Bahia.” concluiu o coordenador.

MBL/Feira de Santana
23 anos. Juazeirense, paixonada por psicologia criminal, pelo liberalismo econômico e pelo objetivismo.