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Goiás
Ex-presidente do Detran-GO e outras seis pessoas são presas por fraude de mais de R$ 100 milhões

Investigações da Polícia Civil apontam que foram obtidos mais de R$ 100 milhões entre 2015 a fevereiro de 2019, por meio de superfaturamento, fraude em licitação, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

07/11/2019 15h17

Em operação da Polícia Civil, o ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) e atual procurador do Estado de Goiás, João Furtado Neto, e outras seis pessoas foram presas por corrupção, lavagem de dinheiro, superfaturamento, fraude em licitação, falsidade documental e desvio de recurso do órgão. A então denominada “Operação Cegueira Deliberada” cumpriu, na manhã desta quinta-feira (7) 55 mandados de busca e apreensão: 32 contra pessoas e 23 contra empresas.

As investigações da Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública apontam que foram obtidos mais de R$ 100.431.934,25 milhões entre 2015 a fevereiro de 2019. O valor teria sido resultado de fraude em processo licitatório realizado pelo Detran em 2014 para o serviço de vistoria veicular. A apuração mostrou inúmeras ilegalidades no procedimento, entre elas, critério indevido de julgamento de propostas; direcionamento na confecção do edital e ausência de audiência pública, falsificação do atestado de capacidade técnica, bem como irregularidades relacionadas à habilitação da empresa Sanperes Avaliação e Vistorias de Veículos.

Até o momento, foram apreendidos 16 veículos e uma motocicleta, obras de arte de artistas renomados, como Antônio Poteiro, relógios de luxo e uma grande quantidade de dinheiro que ainda está sendo contabilizada. O esquema teria também utilizado laranjas, uma vez que os verdadeiros donos estariam impedidos legalmente de participarem do certame, com possibilidade de haver diversas empresas de fachada.

Além de João Furtado Neto, foram presos também os proprietários da Samperes Daniel Ganda dos Santos, Sérgio Augusto Nunes Pinto e Wederson da Silva Viana. O ex-vereador e e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia na década de 90 também foi preso na operação (em 2018 ele foi candidato a deputado federal).

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.