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Estudantes de Salvador ocupam colégio preste a ser fechado

Alunos da rede estadual de educação da Bahia discordam do fechamento do Colégio Estadual Odorico Tavares, na Vitória (lembre o caso aqui e aqui), e anunciaram em uma carta aberta a intenção de ocupar o prédio.

21/01/2020 18h02

No texto enviado à imprensa, os estudantes secundaristas afirmam que a decisão pela ocupação foi tomada após rodadas de debates e avaliações. Os alunos consideram a ocupação uma resposta ao que chamam de “ações autoritárias de fechamento dos colégios sem diálogo”. Na carta os estudantes ainda denunciam uma “estratégia de sucateamento” que teria sido adotada pelo governador Rui Costa (PT) e o secretário de Educação Jerônimo Rodrigues.

Quanto à decisão pela ocupação, o texto informa que foi tomada através dos espaços de construção e organização da Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador (AGES) e da União Estadual dos Estudantes (UEES). As reuniões foram acompanhados por membros da Direção Nacional da UBES.

“O Odorico é uma das instituições que arbitrariamente vem sendo sucateado e teve o aviso de fechamento entregue aos membros da sua comunidade acadêmica. Com um dos argumentos sendo o esvaziamento por dificuldade dos alunos de chegarem a escola, o fechamento configura na verdade um processo de higienização social e de impedimento da circulação de pessoas de classes sociais mais humildes pelas áreas nobres da cidade”, denunciam os alunos na carta.

Ao garantir que a ocupação é pacífica, os estudantes exigem uma mesa de negociação com responsáveis da Secretária de Educação.

O grupo ainda anunciou o estado de ocupação no  Colégio Estadual Maria José Lima Silveira na cidade de Jequié no bairro Jequiezinho.

A VIDA IMITA A ARTE

Assim como está acontecendo com o Odorico Tavares e o Maria José Lima Silveira, a novela “Amor de Mãe”, da TV Globo, retrata o drama da ocupação de uma escola pública protagonizada pela personagem Camila (Jéssica Ellen). No folhetim da baiana Manuela Dias a professora lidera um movimento contra as ambições do vilão Álvaro, que pretende demolir a escola para construção de um empreendimento ligada à PWA, empresa fictícia do ramo de polímeros. Como mostrado nas cenas da ficção, a ocupação da vida real utiliza a mesma frase que compõe o cenário da trama: “Ocupar e resistir”. 

Via Bahia Notícias