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Estado do Rio pode perder mais R$ 2 bilhões por queda no preço do barril de petróleo

Estado deverá enfrentar dificuldades de cumprir as metas do regime de recuperação fiscal.

10/03/2020 21h47

A queda do preço do barril de petróleo provocada pelo coronavírus e pela “guerra” travada pelos integrantes da OPEP, Rússia e Arábia Saudita, pode gerar resultados catastróficos para o Rio de Janeiro. O impacto poderá chegar R$ 2 bilhões a menos na arrecadação do estado.

Antes do surto do coronavírus, a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) havia previsto um aumento de 11% na arrecadação com os royalties do petróleo em relação a 2019, chegando na casa dos R$ 14,4 bilhões .

Porém, com o embate comercial entre Arábia Saudita e Rússia, que gerou uma queda no preço do petróleo, a previsão mudou radicalmente para uma queda de 18%, um valor que pode ser até R$ 2,3 bilhões inferior ao do ano passado.

Com parte da receita do estado comprometida pela queda nos preços do petróleo, o Rio de Janeiro deverá enfrentar grandes problemas para cumprir o regime de recuperação fiscal, que vão até setembro deste ano.

A arrecadação dos royalties é de extrema importância para o Rio, que tem o índice superior ao do restante do Brasil. A produção aumentou em 30% em janeiro de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto no restante do país, o aumento ficou em 20%.

A gerente de petróleo e gás da Firjan, Karine Fragoso destacou que: “A gente tem uma indústria bastante competitiva, o que a gente não tem ainda é um país competitivo com instrumentos que permitam que essa indústria seja competitiva para poder alcançar esses investimentos. Eu acredito que uma reforma tributária vem exatamente para dar condições para a gente poder ter uma retomada mais célere”

Mauro Gabriel – MBL Rio de Janeiro