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Escolas goianas se preparam para lecionar educação financeira

Para se adaptar à nova lei, municípios goianos fazem projetos experimentais para implementar a disciplina, que irá entrar na Base Nacional Comum Curricular em todos os níveis de ensino.

13/01/2020 09h05

Com a decisão do Ministério da Educação (MEC) no final do ano passado, escolas públicas e privadas, já a partir do ensino básico, deverão adotar a disciplina de “educação financeira”, que irá compor a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em Goiás, professores afirmam concordar com a ideia e se preparam para se adaptar ao novo quadro. Conforme determinado no BNCC, as escolas brasileiras deverão trabalhar assuntos como taxas de juros, aplicações financeiras, impostos e inflação.

Em Anápolis, maior cidade fora de região metropolitana, a gestão municipal também já trabalha o tema em forma de projeto experimental. O plano de ensino do município que integra educação fiscal composto pelos projetos Olimpíada Digital de Educação, Trilhas e AlunoTec  levou o município a ser reconhecido entre as cinco melhores secretarias de educação do País pela Federação Brasileira de Associações Fiscais de Tributos Estaduais. “São várias atividades para trabalhar educação fiscal e tributária. Os alunos têm quem entender além da parte fiscal a tributária, de forma que ele se aproprie desses conhecimentos”, afirma a diretora de Tecnologia da Secretaria de Educação de Anápolis, Mary Marcon.

Em Aparecida de Goiânia, um projeto que leva o tema para as escolas foi testado em quatro unidades de ensino no ano passado. De acordo com a secretária de Educação de Aparecida de Goiânia Valéria Pettersen, o tema é de fundamental importância para que os alunos compreendam noções do mercado financeiro desde infância, a experiência colabora para nortear os trabalhos da gestão com a nova diretriz. “Quando se propõe agora uma previdência privada em que eu tenho que investir, se eu não tenho informações sobre educação financeira como eu faço previdência?”.

Para o professor de matemática Elber Silva do Colégio Estadual Santa Luzia, de Aparecida de Goiânia, educar a população financeiramente não é só demanda, como também uma necessidade real. O professor se diz esperançoso. “Se bem desenvolvida, essa disciplina pode fazer muita diferença na vida desses alunos, sem sombra de dúvida muitos serão beneficiados, e tenho a esperança de vê-los bem sucedidos e ter feito parte desse processo”, finaliza Elber.

Com informações do Jornal Opção.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.