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Em Goiás, CCJ aprova fim de incentivos fiscais de setores da indústria

CCJ aprova o projeto de autoria do deputado Humberto Aidar (MDB), que revoga incentivos para indústrias do setor automotivo, têxtil, como também crédito outorgado ao setor sucroalcooleiro.

16/10/2019 09h13

CCJ durante reunião pela qual se discutiu sobre os incentivos fiscais / Foto: Alego

Os deputados membros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), aprovaram nesta terça-feira (15) o projeto n° 4782/19 de autoria do deputado estadual Humberto Aidar (MDB), cujo relator é o deputado estadual Henrique Arantes (MDB), e que revoga integralmente o artigo 3° da Lei 13.246/98. Esse artigo concede incentivos para indústrias do setor automotivo, têxtil, como também crédito outorgado ao setor sucroalcooleiro. O objetivo, portanto, é o fim desses incentivos fiscais.

Segundo a justificativa de Aidar, o prazo para tais concessões era de cinco anos, entretanto, tem sido prorrogado sucessivamente por 20 anos. “O setor alcooleiro passa atualmente por um momento muito favorável, conforme amplamente divulgado pela imprensa. Houve, inclusive, aumento substancial nos preços do álcool combustível. Dessa forma, torna-se oportuna e recomendável revisão na tributação dos combustíveis derivados da cana-de-açúcar”, afirmou Aidar.

O deputado Jeferson Rodrigues (Republicanos) afirmou que muitas usinas deixaram de se instalar em São Paulo, estado com melhor infraestrutura e população quase sete vezes maior, e vieram para Goiás por causa dos incentivos fiscais, e que Goiás tem 35 usinas do setor sucroalcooleiro, das quais a maior parte produz o álcool anídrico, beneficiando 18 municípios e uma população de cerca de 446 mil municípios como Rubiataba, Itapuranga, Anicuns, Mineiros, Paraúna, Santa Helena, Goiatuba, Caçu e Itumbiara. Segundo Jeferson, o fim dos incentivos pode levar ao encerramento das atividades dessas indústrias. “Podemos ter o risco de ter algumas usinas fechadas e de ocorrer desemprego. Temos que analisar geração de emprego e renda. Se estas cidades quebrarem, a responsabilidade social é do Parlamento. Temos que fazer uma avaliação melhor pois quem vai perder é o cidadão mais humilde, que precisa do emprego”, assinalou.

A deputada Lêda Borges (PSDB) lembrou que as usinas geram 60 mil empregos diretos e 100 mil indiretos. “São 18 municípios goianos onde é produzido este álcool que serão prejudicados. O mais importante é o emprego. Assim como fundo Protege, que tem uma parcela do ICMS. Sou contrária devido à quantidade de empregos que estamos tratando. O projeto vai impactar a realidade socioeconômica deste Estado”, ponderou.

O deputado Helio de Sousa (PSDB) disse considerar que a matéria é polêmica porque gera dúvidas. Para o parlamentar, se os incentivos fiscais forem revogados várias usinas deixarão de produzir o álcool anídrico e o estado perderia a competitividade. “O líder do governo teria que intermediar uma alternativa que atendesse a todos”, sugeriu. Vejo com muita preocupação. Poderíamos perder competitividade, pois uma série de cidades provavelmente deixarão de produzir o álcool anídrico. O líder do governo, que rejeitou meu voto em separado, teria de intermediar uma alternativa que atendesse a todos”, sugeriu.

Para Amilton Filho (Solidariedade), o fim dos incentivos vai provocar a fuga de empresas. “A economia das cidades depende das usinas. Vejo a falta de interesse de alguns empresários em continuar no Estado”, disse.

O relator da matéria, deputado Bruno Peixoto (MDB) afirmou que elaborou um parecer técnico, onde não levou em consideração os postos de trabalho gerados pelo setor. “Ainda há a possibilidade de apresentar emendas no Plenário, onde poderemos tratar desta questão. O que estamos tratando aqui são dos excessos de incentivos, que podem prejudicar o estado”, enfatizou.

Informações são do site da Alego.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.