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Doria anuncia a retomada das obras da linha 6-Laranja do Metrô

Obras serão retomadas pela empresa espanhola Acciona

10/02/2020 06h00 - Por Cassio Bucholtz

O governo do estado de São Paulo anunciou na última sexta-feira (7), a retomada das obras da Linha 6-Laranja do Metrô até o fim deste ano de 2020. A linha vai ligar a Brasilândia, distrito mais populoso da Zona Norte da capital paulista, até a estação São Joaquim, no Centro. Ela será a responsável por fazer conexões com as linhas 1-Azul e 4-Amarela, do Metrô, e com a 7-Rubi e a 8-Diamante, da CPTM.

“Esta é a maior parceria público-privada (PPP) em andamento no país. Até o final do ano todas as obras paradas serão reativas formal e concretamente”, afirmou Doria.

Segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, haverá o investimento imediato de R$ 1,7 bilhão a partir de um empréstimo do BNDES que, segundo Baldy, está garantido ao governo do estado de São Paulo. De acordo com ele, o contrato final vai custar R$ 12 bilhões, sendo 50% do valor investido pelo governo e o restante pela Acciona, empresa espanhola que adquiriu os direitos do Consórcio Move São Paulo na PPP responsável pela construção.

Segundo Doria, será feito um cronograma de retomada dos trabalhos, com a geração de 9 mil empregos, sendo 5 mil diretos. A previsão é que as obras sejam concluídas em 4 anos. “A partir da retomada da obra, a empresa Acciona terá quatro anos para concluir a obra”, explicou Baldy. Ainda não há data prevista para a retomada das obras.

Em um vídeo publicado em uma rede social de Doria, junto a Baldy e ao prefeito da capital paulista Bruno Covas, o secretário declarou que o projeto poderá beneficiar muito a Zona Norte, uma região carente e populosa. Covas afirmou que a prefeitura de São Paulo está preparada para reorganizar as linhas de ônibus, para que possam complementar o Metrô. Em seguida, Doria escreveu que: “a Linha 6 vai atender mais de 630 mil passageiros/dia e reduzir o tempo de deslocamento atual de 1h30m para cerca de 25 minutos”.

Obra parada

As obras tiveram início em 2015. Um ano depois, o consórcio responsável alegou que não poderia dar continuidade por falta de dinheiro. Em dezembro do ano passado, o contrato com o governo expirou. Desde então, o projeto não avançou.

O secretário Baldy, explicou que a interrupção das obras se deu pelo envolvimento de empresas do consórcio responsável (Consórcio Move São Paulo, formado pelas empresas UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Odebrecht) na operação Lava Jato. Esse envolvimento dificultou o estabelecimento dos empréstimos necessários de longo prazo, por parte do BNDES.

Fonte: Agora/Folha.