GRANDE ABC
Divisa entre Capuava e Mauá está esquecida pelas duas prefeituras

Região limítrofe entre os municípios têm problemas de furto, roubo e até atropelamentos próximo a estação de trem da CPTM

14/01/2020 22h28

SANTO ANDRÉ/MAUÁ – Não é novidade para ninguém que toda divisa de município gera uma grande confusão nas pessoas que moram ou trabalham em regiões limítrofes. Sempre que se tem um problema, o reclamante fica em dúvida em qual prefeitura deverá encaminhar a reclamação. E dependendo da gravidade do problema, ou até mesmo em coisas simples de zeladoria – como cortar o mato,

Com o mato alto, não dá para enxergar a ‘calçada que não existe’

torna-se uma tarefa bem complicada. O “jogo de empurra” entra em campo para fazer a vida do cidadão um inferno. Aliás, o mato está invadindo a Avenida Manoel da Nóbrega, sentido estação de trem Capuava da CPTM. Observe na foto abaixo, o quão perigoso é ter que desviar do mato pela rua; o risco é iminente de, ou ser atropelado ou tropeçar e cair dentro do córrego:

Pedestres se arriscam no meio da rua para desviar do mato e do solo cedendo

O membro do MBL Santo André Vitor Gabriel, conversou com Bruno, jovem trabalhador que passa todo dia nesta avenida a caminho da estação de trem Capuava e contou suas dificuldades de passar ali todos os dias.

Bruno relatou que à noite o perigo é ainda maior: sem iluminação e mal sinalizada, o risco de ser roubado ou atropelado aumenta ainda mais

“Passo aqui todos os dias pra pegar o trem. É bem complicado, porque a gente tem que passar no meio da rua, do outro lado de lá (sic), é meio perigoso, tipo, quase fui roubado duas vezes por uns caras de bicicleta”, relatou Bruno.

Passando este trecho, mais a frente, chegamos ao ponto mais tenso desta região: a “entrada” da estação Capuava. E o relato de Bruno – em relação à segurança – foi corroborado pelos comerciantes da região e por transeuntes que estavam indo para a estação. Quando escurece, os furtos (principalmente de celular) e de veículos, são rotineiros naquela região. Como a estação não tem estacionamento, as pessoas estacionam os carros debaixo da ponte e vão trabalhar. E, segundo contou-nos um comerciante dono de um quiosque na entrada da estação, já houve vezes em que 3 veículos foram roubados no mesmo dia. Quando voltam para terminar o trajeto e retornar para casa, cadê o carro que estava ali? Lamentável.

Sem opção, motoristas se arriscam e deixam seus veículos debaixo da ponte

Outro ponto bem complicado, é o final da Avenida Manoel da Nóbrega. Como dito acima, o local está quase sem iluminação, sem sinalização para os pedestres e a segurança não existe.

Durante nossa visita ao local, fomos informados que muitas pessoas já foram atropeladas nesta esquina

Como não há faixa de pedestre nem semáforo no local (o que só seria viável se houvesse segurança, pois ficar parado com carro ali é muito perigoso), pedestres arriscam-se para atravessar logo e entrar na estação Capuava.

Comerciante disse que os roubos de carros são frequentes na região e já perdeu as contas de quantos atropelamentos já ocorreram em frente seu estabelecimento

Com um simples entendimento entre as prefeituras e um pouco mais de consideração com os contribuintes que sustentam Santo André e Mauá, respectivamente, os problemas dos moradores e pessoas que frequentam esta região pode ser facilmente resolvidos. Basta ter boa vontade.

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Estudante de Letras, são-paulino, fã de System of a Down, devoto de São Dostoiévski (o maior escritor-filósofo do mundo). Intrínseco a mim: Política, Jornalismo, Filosofia e Sociologia. Sou MBL com muito orgulho.