Pará
Desmatamento e invasões em área indígena no Pará

Durante coletiva de imprensa, que ocorreu em Altamira/PA, lideranças de órgãos retrataram sobre o progresso dos invasores e ameaças feitas aos grupos de fiscalização

23/01/2020 07h54

Nesta quarta-feira, 22 de janeiro, no município de Altamira, sudoeste do Pará, ocorreu uma entrevista coletiva que reuniu o coordenador de fiscalização do Ibama, Hugo Loss e o procurador da República, Adriano Lanna, do Ministério Público Federal (MPF), que debateram sobre a pressão de que atualmente aflige a terra indígena Ituna-Itatá, grileiros, garimpeiros e pessoas que desmatam a região.

A terra indígena que fica nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio, está sofre a maior taxa desmatamento do país, um percentual de 13% foi devastado, dados apurados pelo sistema de medição oficial do país, Prodes, que está sob cuidado Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entre 2018 e 2019, ocorreu um aumento de 700% no desmatamento na área, os dados mostram um dano, somente neste último ano, de 23% da cobertura vegetal. E nesse início de ano, um total de mil hectares desmatados já foi identificado pela fiscalização.

Adriano Lanna, procurador da República, que já vem seguindo o trabalho realizado pela fiscalização, afirma que a atividade efetuada pelas quadrilhas de invasores representam um grande risco para a vida dos indígenas, além de ter o potencial de gerar consequências negativas em terras que já sofrem impactos da usina de Belo Monte, como ocorre nas terras Trincheira-Bacajá, dos índios Xikrin, e Koatinemo, dos Assurini. Que fazem divisa com as terras dos Ituna-Itatá.

O órgão responsável por cuidar das investigações, e responsabilizar civil e penalmente os culpados é o Ministério Público Federal (MPF). Agora é aguardar as providências que o MPF irá tomar em relação a situação encontrada pela fiscalização do Ibama.