Paraíba
Coordenadora do MBL Paraíba rebate acusações falsas de esquerdista

Fica claro que o Hipster de Cabedelo não se deu o trabalho de entrar no wikipédia, quanto mais verificar informações na secretaria de administração.

03/02/2020 21h17

Cabedelo – Nessa segunda-feira (03) a coordenadora do MBL Paraíba, Saloah Sabino, sofreu ataques nas redes sociais, principalmente no Instagram. A página “hipster_cabedelense” vinculou a Fake News que a coordenadora estadual seria funcionária fantasma da prefeitura na secretaria de educação. Veja abaixo, a publicação:

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FANTASMA: COORDENADORA DO MBL CABEDELO É FINANCIADA COM DINHEIRO PÚBLICO Recetemente andei recebendo ataques de uma página de memes administrada pelo MBL Cabedelo. A coordenadora do MBL Saloah Sabino e os demais sabotados do grupo incluindo o pré candidato a vereador Aderbal vinheram até a página me atacar e também passar mais vergonha. Em 2013 o impacto do aumento de 20 centavos na passagem do transporte público em São Paulo fez muita gente ir pra rua, surgia aí o MPL – Movimento Passe Livre. Se o MPL tivesse continuado se transformaria numa grande força Política, mas não foi o que aconteceu, o que começou como MPL se transformou em MBL em 2014. Existe uma diferença entre os dois movimentos, o MPL – Movimento Passe Livre nasceu pra defender o acesso universal e gratuito a serviços públicos principalmente transportes públicos, Já o MBL – Movimento Brasil Livre, milita pela privatização dos serviços públicos. Eles querem convencer o Brasil que o melhor caminho é privatizando tudo. O MBL nasceu no período onde estava em alta o "anti-petismo", e esse foi um terreno fértil para eles implementarem essa onda nas pessoas. Em 2014 no manifesto que anunciava a chegada do novo movimento eles destacavam 5 pontos: Impressa Livre e independente, Liberdade Econômica, Separação de Poderes, Eleições Livres, Fim se subsídios para ditaduras. Por trás dessas 5 causas na prática existiam só a rejeição ao PT. O MBL usa meios conunicacionais pra conseguir apoio e dinheiro, em 2017 foi revelado que os membros dos grupos de whatsapp eram distinguidos por nomes e valores que eram depositados mensalmente. "Os mãos invisíveis", por exemplo, era um plano de 250 reais por mês que garantia ao parcipante jantares e reuniões. O MBL se propôs a comprar páginas de humor no Facebook, depois de compradas essas páginas se dedicaram de maneira sútil e secreta a contemplar os interesses pessoais dos íntegrantes do MBL. Como está acontecendo aqui em Cabedelo com a página onde eles descaradamente imitam minhas postagens, a nossa diferença é que eu estou do lado da verdade. Em 2018 o Facebook excluiu várias páginas do mbl por propagarem fake news. (Continua nos comentários)

Uma publicação compartilhada por Hipster Cabedelense (@hipster_cabedelense) em

Contudo, a publicação contêm diversos pontos falsos. Desde a acusação feita a Saloah até o histórico do Movimento Brasil Livre. Veremos os fatos abaixo.

Em primeiro lugar, fomos atrás da resposta de Sabino. Indagada sobre a acusação ela afirma que: “Sou funcionária da prefeitura por contrato desde julho de 2019, onde fui designada a trabalhar como auxiliar de desenvolvimento infantil em uma creche do município.” Saloah, diz que fica triste com tais acusações falsas: “Me entristece saber que pessoas desonestas, que sequer conseguem argumentar em debates ideológicos, apelem para mentiras como essas.”. A coordenadora do MBL-PB ainda afirma que entrará com processo judicial e que já tem provas cabais para rebater tais acusações: “(…) Sendo que, tenho assinaturas de pontos assinados de entrada e saída de expediente, todos registrados na própria secretaria de administração da cidade, e que serão utilizados como provas em meu favor no processo que darei entrada contra o mesmo que publicou essas notícias falsas.

Saloah contando história na creche Tarik Anthony Maia Azevedo (primeira creche que trabalhou)

Em segundo lugar, procuramos responsáveis/parentes de crianças que frequentam a creche para confirmar o testemunho da coordenadora. Veja abaixo:
“Eu me chamo Jéssica, sou moradora do bairro jardim Manguinhos, comunidade de cabedelo, onde Saloah trabalhava na creche Santa Catarina. Sou testemunha de que Saloah trabalhava e era presente na creche todos os dias. Inclusive, matriculei minha sobrinha nesta creche pois sabia que Saloah iria ficar com a faixa etária de minha pequena e que ela seria muito bem cuidada porque sempre vi o amor dela com as crianças. Além disso, sempre via Saloah caminhando, em direção a creche, ao sair do ônibus, por volta das 06:00 da manhã”
– Jéssica Hallen

Além dela, a professora, Micalene Cavalcante, que trabalhou com Saloah na creche Santa Catarina se manifestou na publicação do Instagram. Veja abaixo:

Comentário da professora Micalene Cavalcante, colega de trabalho de Saloah.

Por último, Diego Silva (responsável pelo instagram) mente sobre a história do MBL. O qual afirma ter surgido de um desdobramento do MPL (Movimento Passe Livre). Fica claro que o Hipster de Cabedelo não se deu o trabalho de entrar no wikipédia, quanto mais verificar informações na secretaria de administração.

Sabino na abertura da primavera, comemoração realizada na creche Tarik Anthony Maia Azevedo.
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