Rio Grande do Sul
Considerações sobre a saída dos patinetes no RS

Os motivos pelos quais a empresa Grow encerrou as operações em Porto Alegre e Torres.

02/02/2020 06h27 - Por Renan Della Costa

A empresa Grow, responsável pelos patinetes Grin e pelas bicicletas Yellow, despediu-se de Porto Alegre e de Torres no dia 22 de janeiro, no Rio Grande do Sul, além de outras 12 cidades brasileiras. Causa surpresa que em menos de um ano, a modalidade tenha ido da moda a derrocada. Principalmente no litoral gaúcho, onde o serviço tinha acabado de chegar.

Especialistas apontaram as seguintes razões para isso:

  1. Infraestrutura urbana precária 
  2. Divergência internas
  3. Alta manutenção e operação 
  4. Bilhete caro
  5. Acidentes 
  6. Insegurança jurídica e rusgas com prefeituras 
  7. Modelo de negócio duvidoso

Por ser um mercado de nicho, tem pouca adesão inicial, e a empresa pagou o preço de ter sido a pioneira em um mercado que ainda não estava pronto para a inovação – além da falta de educação e de estrutura urbana. Além disso, ações como a do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que fez de tudo para regulamentar a prática em 2019, deixaram a vida da empresa ainda mais difícil.

Tais ações, vale lembrar, foram copiadas pela Prefeitura de Torres, que editou um Decreto absurdo regulamentando as atividades dos serviços de patinetes elétricos e bicicletas por aplicativos dois dias antes da Yellow e da Grin chegarem ao litoral gaúcho. Conforme avisamos à época (confira a notícia aqui), a iniciativa tinha tudo para dar errado.

Fonte : GaúchaZH.