São Paulo - Cidade
CEAGESP reabre após prejuízo estimado em vinte milhões de reais causado pelas chuvas

A companhia sofre anualmente com as enchentes, vítima das más gestões do governo de São Paulo

13/02/2020 15h40 - Por Orlando Neto

Autor: Orlando Neto

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) retomou suas atividades nesta quinta-feira feira (13), após ficar três dias fechada em decorrência dos estragos causados pelas fortes chuvas dos últimos dias em São Paulo.

Motoristas e comerciantes tentam compensar o tempo perdido com os dias parados: o desabastecimento atingiu o comércio de todo o país e estima-se que o preço final dos alimentos fornecidos pela CEAGESP sofra reajustes de até 50% em alguns casos.

De acordo com o diretor-presidente da companhia, Johnni Hunter Nogueira, forças-tarefas serão montadas para monitorar o local 24 horas por dia, a fim de fiscalizar e evitar o comércio clandestino de alimentos contaminados.

As atividades do BCS (Banco Ceagesp de Alimentos) estão suspensas até a total normalização dos trabalhos. Este banco recebe dos comerciantes e doa a população carente, frutas, verduras e legumes.

Nos últimos dias, equipes trabalham dia e noite na limpeza e desinfecção do local, recolhendo as toneladas de lixo e alimentos contaminados pelas águas da enchente e encaminhando todo esse material para os aterros sanitários da cidade. Especialistas afirmam que esta prática também gera muitos riscos às pessoas que vão a esses lixões em busca de recuperar algum alimento descartado, e que o ideal seria incinerá-los.

Os portões 5 e 14 foram abertos para facilitar a circulação e remoção dos diversos caminhões parados no entreposto desde segunda-feira(10). Diversos guinchos, alguns contratados pela própria CEAGESP, trabalham intensamente na remoção dos veículos danificados pela água. Os problemas sofridos por comerciantes e caminhoneiros estão sendo atendidos pelo DEPEC (Departamento de Entreposto da Capital).

Sucessivos governos paulistas fizeram a promessa de retirar a CEAGESP do local onde se encontra atualmente, inúmeros projetos de novas instalações foram apresentados com pompa e circunstância. Não foi diferente com o atual governo João Doria (PSDB), que prometeu transferir a CEAGESP para um local mais apropriado, perto do rodoanel Mario Covas e que transformaria o antigo local às margens do rio Tietê em um pólo tecnológico de ponta através de parcerias público-privadas.

Até hoje, nada foi feito para acabar com o drama vivido pelos comerciantes e clientes da CEAGESP que anualmente sofrem com as enchentes e seus prejuízos incalculáveis. Enquanto isso, o João Trabalhador está mais uma vez em viagem internacional aos Emirados Árabes, em busca de investimentos para SP. Será que desta vez a CEAGESP verá o fim de seus problemas?

Revisores: Lucas Mehero.

Fonte: R7