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Câmara Municipal de São Paulo é a instituição menos confiável da cidade, diz pesquisa

Pelo terceiro ano consecutivo, Câmara municipal fica em última colocação na lista de confiança do paulistano

22/01/2020 19h48 - Por Orlando Neto

Câmara Muncipal de São Paulo – Foto: G1

Autor: Orlando Neto

Segundo pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o IBOPE divulgada hoje (22), a Câmara Municipal de São Paulo não é confiável para 8 em cada 10 paulistanos.

Foram ouvidas na pesquisa 800 pessoas entre os dias 5 e 19 de dezembro de 2019. O resultado se mostrou um pouco melhor no último ano em relação a 2017 quando apenas 11% dos paulistanos diziam confiar na instituição.

O presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), avalia a pesquisa: “Preciso manter o empenho para melhorar ainda mais a relação com a sociedade”; segundo Tuma, haverá uma nova política de transparência e comunicação para aproximar os paulistanos da instituição.

Para apenas 8% dos entrevistados, os vereadores têm desempenho ótimo ou bom, já para 50%, a Câmara é classificada como ruim ou péssima. O Metrô, seguido da SABESP, são as duas instituições em que os paulistanos mais confiam.

Ainda segundo a pesquisa, essa aproximação desejada pelo presidente da Câmara ainda está muito distante. Apenas 4% dos entrevistados participam de alguma ação da Câmara; 57% afirmam jamais terem participado de qualquer ato político do município; Míseros 2% dos paulistanos aprovam a atuação dos partidos políticos e crêem que eles colaboraram para sua qualidade de vida.

Dentre os mais ricos, o resultado é ainda pior: 66% da classe A e B afirmam não confiar na câmara, em comparação aos 56% dentre as classes C e D. Com relação a esses números, o vereador Alfredinho (PT) dispara: “Os pobres acompanham mais o trabalho dos vereadores. Quem mais precisa da Câmara é o pobre, o rico não precisa, tem tudo.” Fica claro que pensamentos sectários e retrógrados como esses afastam ainda mais a população do Parlamento e não colaboram com a melhora da situação atual e do debate público.

Os vereadores divergem quanto às causas desse resultado pífio apresentado na pesquisa, mas o que não se pode ignorar é a importância do voto de opinião na participação da população no debate público e nas ações legislativas. Quem vota guiado por sua opinião e não por conveniências menores, acompanha, cobra e fiscaliza o político no qual depositou a sua confiança bem como as ações do legislativo e do executivo. Essa proximidade do povo com o poder faz com que políticos não vivam em uma bolha e desconectados com a realidade, movimentos políticos independentes também colaboram e muito nessa atuação popular.

Movimentos como o MBL têm como característica principal a atuação dentro dos legislativos municipais, impedindo que leis absurdas passem despercebidas da população local e fiscalizando a atuação dos vereadores.

Eleito em 2016 como uma das lideranças mais atuantes do MBL, o vereador Fernando Holiday (DEM) está provando durante os últimos três anos de mandato que é perfeitamente possível economizar o dinheiro público e ao mesmo tempo atuar de forma muito próxima às suas bases, o aumento dos vereadores eleitos por voto de opinião como Holiday só tendem a aproximar cada vez mais o eleitor do eleito aumentando a avaliação positiva das instituições.

Revisores: Lucas Mehero e Cynthia Capucho.

Fonte: G1