Rio Grande do Sul
Câmara de Caxias retorna do recesso analisando mais um impeachment

Dessa vez, o pedido de impeachment era contra os sucessores de Daniel Guerra, Cassina e Frizzo.

06/02/2020 23h22 - Por Camila Greff

Nesta terça-feira (04), após retorno do recesso parlamentar na Câmara Municipal de Caxias do Sul, os vereadores já se debruçaram sobre mais um pedido de impeachment do prefeito. Mas, no caso, não se trata mais do prefeito Daniel Guerra, que tenta reverter a cassação de seu mandato no final de 2019. Dessa vez a denúncia foi contra os seus sucessores, Flávio Cassina (PTB) e Edio Elói Frizzo (PSB). O desfecho também foi diferente, pois a maioria da Casa votou pela rejeição do pedido de impeachment.

Conforme noticiado aqui, o pedido foi protocolado na segunda quinzena de janeiro, por Rodolfo Pereira Valim Júnior e Michele Carpinski da Silva, com base na declaração dos ex-vereadores ao Jornal O Pioneiro. Ambos afirmaram que não iriam renunciar aos cargos de vereadores após serem eleitos indiretamente para Prefeito e Vice, sendo que ambos praticaram atos privativos do Executivo. Na peça, os autores alegaram que tal situação viola a Lei Orgânica do Município. 

O único parlamentar favorável a continuidade do processo de impeachment foi o vereador Tibiriçá Maineri (Republicanos). Rejeitado por maioria, o pedido foi encaminhado para arquivamento sob ordem do presidente da Casa, Ricardo Daneluz (PDT). O rito de apreciação teve como base o decreto-lei federal 201/1967.