Goiás
Caiado decreta estado de emergência em saúde pública em Goiás

O governador de Goiás afirma que a medida aumenta capacidade de resposta rápida se houver aumento da demanda de atendimento.

13/03/2020 09h35

O governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) resolveu decretar estado de emergência em saúde pública. De acordo com ele a medida não veio por conta das três pessoas diagnosticadas com Coronavírus em Goiás nesta quinta-feira (12), mas para ampliar a capacidade de estruturar a rede de saúde estadual em caso de necessidade de leitos e medicamentos.

Segundo o Jornal O Popular, mesmo com apenas três casos confirmados, o pico de crescimento de pacientes diagnosticados em cidades goianas deve ocorrer nos próximos 14 dias. Com o estado de emergência, o nível 1 no Plano de Contingência ganha um reforço na agilidade para compra de medicamentos, equipamentos clínicos e aumentar os gastos com saúde voltados para a atenção aos casos suspeitos e pacientes com sintomas manifestados – tosse, febre e espirro.

Dentre algumas ações anunciadas pelo governador está a antecipação da vacinação contra o Influenza, com prioridade para idosos, como proteção deste público, que integra o grupo de risco para o coronavírus.

O Ministério Público do estado de Goiás (MP-GO) fez um requerimento para que as visitas em presídio sejam suspensas por 30 dias, e também recomendou que servidores que tenham voltado de viagem de países com transmissão da doença não devem ir trabalhar por 14 dias. O Tribunal de Justiça do estado de Goiás (TJ-GO) e a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) tiveram todos os eventos com aglomerações públicas canceladas.

O secretário estadual de saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, explica que uma das medidas será a suspensão de eventos com grande aglomeração de pessoas. “Serão considerados grandes eventos, quando tiver mais de 100 pessoas”, esclarece. A suspensão deve durar até quatro meses, período que especialistas acreditam que a situação da doença esteja estabilizada.

Jogos de futebol serão realizados sem torcidas, e outra recomendação será para que missas e culto sejam mais vazios. “Vamos sugerir que esses encontros aconteçam mais vezes com um número menor de pessoas em cada um. Porém, consideramos ainda mais importante manter a distância mínima de 2 metros ou 1 metro de uma pessoa para outra em qualquer lugar”, finaliza o secretário.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.