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Goiás » Reforma da Previdência
Caiado apresenta projeto de reforma da Previdência estadual aos deputados de Goiás

Se nada for feito para mudar o cenário, o défict anual da previdência de R$ 2,9 bilhões subirá para R$ 5,9 bilhões em 10 anos.

18/10/2019 12h38

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), se reuniu na tarde desta quinta-feira (17) com deputados estaduais e federais para apresentar o projeto em elaboração de reforma da Previdência para servidores de Goiás. Caiado já tinha anteriormente revelado que não esperaria o Congresso Nacional votar a PEC que pretende incluir Estados e municípios na reforma.

O projeto de reforma previdenciária estadual vai reproduzir as mesmas regras da reforma da previdência aprovada pelo Congresso Nacional. Isso indica que valerá para os servidores públicos estaduais regras como idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens se aposentarem, o mínimo de 25 anos de contribuição, sendo pelo menos 10 anos no serviço público. O teto de aposentadoria também será o mesmo do INSS, ou seja, R$ 5,8 mil. Quem quiser se aposentar com um valor maior terá de aderir à previdência complementar.

O projeto de Goiás só deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa depois que a PEC da Previdência for promulgada pelo Congresso Nacional.

Em vídeo publicado em uma rede social, após a reunião, Caiado declarou que o governo têm se dedicado a outros pontos para ajustar a situação fiscal do Estado. “É importante que todos entendam que nós tivemos todo um cuidado no decorrer desse ano, nós estamos cuidando da previdência, mas estamos cuidando também de outros pontos que sugavam o Estado de Goiás. Por exemplo a corrupção por desvios de contratos, o combate à sonegação no Estado e tivemos aqui projetos que serão encaminhados a nós diminuindo os incentivos que estão sendo dados e de certa maneira penalizando a arrecadação de Goiás”, afirmou o governador.

O economista e especialista em Previdência Paulo Tafner, que está fazendo os estudos sobre a situação de Goiás há mais de quatro meses, fez uma apresentação sobre os dados de Goiás. Ele observou que se nada for feito para mudar o cenário, o défict anual da previdência de R$ 2,9 bilhões subirá para R$ 5,9 bilhões em 10 anos. E que Goiás tem mais servidores inativos (67.249) do que ativos (62.940). Em comparação a 2009, o número de pensionistas e inativos subiu 73%. E, daqui há 10 anos, a projeção indica que metade dos ativos de hoje estarão prontos para se aposentar. “Goiás, como qualquer outro Estado, virou uma grande folha de pagamento”, afirmou Tafner, apresentando outro dado comparativo: o custo com aposentados e pensionistas hoje corresponde a 74% do que o governo estadual investe em saúde, educação e segurança, que são áreas essenciais. E, daqui dez anos, esse percentual subirá para 94%. “Temos que fazer reforma porque essa situação determina a falência do estado de Goiás”.

Química Industrial, Tatuadora, Desenhista, Cristã Reformada e aspirante a Teóloga.