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Bruno Daniel (PSOL) oficializa sua pré-candidatura a prefeito de Santo André

Irmão mais novo de Celso Daniel, assassinado em 2002, concorrerá ao Paço em outubro pelo partido socialista

01/02/2020 21h27

SANTO ANDRÉ – O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), lançou na última semana a pré-candidatura de Bruno Daniel a prefeitura de Santo André. Irmão mais novo do ex-prefeito Celso Daniel, assassinato em 2002, o socialista terá como vice Ubirama Ding, ativista social na causa das mulheres negras.

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O irmão mais novo do ex-prefeito assassinado em 2002, sempre defendeu a tese de assassinato do irmão, cujo mandante ainda é um mistério e por algum motivo oculto, ainda não foi revelado. Embora o partido pelo qual Bruno Daniel concorrerá ao Paço tenha surgido de divergências com o PT,

a proximidade do PSOL e a convergência ideológica entre eles faz com que o PSOL seja uma espécie de PT mais jovem.

A linha ideológica que o socialista adotará ao longo de sua campanha é bem previsível – vide conceitos ultrapassados e descolados da realidade abordados a exaustão pelos psolistas – sendo uma incógnita como o pré-candidato irá explorar o trágico assassinato de seu irmão (se porventura o fizer), que choca Santo André até os dias atuais.

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E para não sermos absorvidos pelo conflito RAZÃO x EMOÇÃO, vejamos o que o filósofo francês Blaise Pascal (1623 – 1662), pode nos ensinar sobre estes sentimentos através de sua célebre frase “o coração tem razões que a própria razão desconhece“.

Nesta frase, as palavras razões e razão não tem o mesmo significado, indicando coisas diversas. Razões são os motivos do coração, enquanto razão é algo diferente de coração; este é o nome que damos para as emoções e paixões, enquanto “razão” é o nome que damos à consciência intelectual e moral.

Ao dizer que o coração tem suas próprias razões, Pascal está afirmando que as emoções, os sentimentos ou as paixões são causas de muito do que fazemos, dizemos, queremos e pensamos. Ao dizer que a razão desconhece “as razões do coração”, Pascal está afirmando que a consciência intelectual e moral é diferente das paixões e dos sentimentos e que ela é capaz de uma atividade própria não motivada e causada pelas emoções, mas possuindo seus motivos ou suas próprias razões.

Assim, a frase de Pascal pode ser traduzida da seguinte maneira: nossa vida emocional possui causas e motivos (as “razões do coração”), que são as paixões ou os sentimentos, e é diferente de nossa atividade consciente, seja como atividade intelectual, seja como atividade moral.

A consciência é a razão. Coração e razão, paixão e consciência intelectual ou moral são diferentes. Se alguém “perde a razão” é porque está sendo arrastado pelas “razões do coração”. Se alguém “recupera a razão ” é porque o conhecimento intelectual e a consciência moral se tornaram mais fortes do que as paixões.

A razão, enquanto consciência moral, é a vontade racional livre que não se deixa dominar pelos impulsos passionais, mas realiza as ações morais como atos de virtude e de dever, ditados pela inteligência ou pelo intelecto.

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(texto-base: Ágora Filosofia)

Estudante de Letras, são-paulino, fã de System of a Down, devoto de São Dostoiévski (o maior escritor-filósofo do mundo). Intrínseco a mim: Política, Jornalismo, Filosofia e Sociologia. Sou MBL com muito orgulho.