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Bloco de pré-carnaval marcado por violência e confusões no DF

Diversos feridos e um jovem morto devido a briga em bloco carnavalesco no DF, neste sábado (8)

12/02/2020 09h00 - Por Lauro Moscareli

O bloco pré-carnaval “Quem Chupou Vai Chupar Mais” ocorreu na área externa do Museu Nacional da República. O evento foi definido por brigas e devastações em vagões do metrô.

O jovem Matheus Barbosa, de 18 anos, foi atingido por facadas no tórax e na cabeça. A vítima deu entrada no Instituto Hospital de Base (IHBDF), entretanto, não resistiu aos ferimentos.

Fonte: Instagram de Matheus Barbosa.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal informou, domingo (9), que atendeu pelo menos seis vítimas de esfaqueamento, além disso a corporação afirmou que pelo menos outras seis pessoas com ferimentos diversos foram atendidas. Confira a relação de pessoas e seus tipos de ferimentos:

  • Jovem de 19 anos: ferimento por arma branca na região abdominal;
  • Jovem de 21 anos: ferimento por arma branca na região abdominal;
  • Jovem de 18 anos: uma luxação no ombro esquerdo;
  • Jovem de 20 anos: ferimento por arma branca no braço direito;
  • Jovem de 18 anos: agredido, apresentava cortes na cabeça;
  • Jovem de 20 anos: agredido, apresentava cortes na cabeça e escoriações;
  • Jovem de 22 anos: luxação no pé direito;
  • Jovem de 24 anos: ferimento por arma branca nas nádegas;
  • Jovem de 20 anos: ferimento por arma branca na nuca;
  • Adolescente de 17 anos: corte por arma branca no tornozelo direito;
  • Homem de aproximadamente 40 anos: corte no supercílio;
  • Homem de aproximadamente 35 anos: sinais de embriaguez alcoólica.


Um jovem foi preso acusado de tentativa de homicídio. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), o suspeito portava drogas e um canivete. A 5ª Delegacia de Polícia investigará os casos.

Segundo a SSP, no evento havia 350 policiais militares, além dos seguranças privados contratados pela organização do bloco carnavalesco. Entretanto, Walter Araújo, de 16 anos, que estava no evento no momento da briga, afirma:

“Infelizmente, a revista feita pelos policiais era praticamente irrelevante, pois não foi feita de forma adequada, de forma que muitas pessoas conseguiram entrar com objetos afiados e perigosos. Ocorreram muitas brigas no evento e praticamente nenhuma atitude foi tomada pelos policiais. Eu mesmo não vi nem seguranças nem policiais andando pelo evento para deixá-lo mais seguro.”


Fontes: G1, Metrópoles, Correio Braziliense.