São Paulo
Base da GCM é atacada na Zona Leste de São Paulo

Manifestantes atiram Coquetel Molotov contra base da GCM durante protesto

22/01/2020 17h47 - Por Orlando Neto

Manifestantes atiram Coquetel Molotov contra base da GCM durante protesto
Foto: Noroeste Online

Autor: Orlando Neto

Na noite da última terça feira (21), uma base da Guarda Civil Metropolitana situada na Rua dos Têxteis, Chácara Santa Etelvina na cidade Tiradentes, foi atacada por moradores de uma comunidade local com armas químicas incendiárias conhecidas como Coquetel Molotov.

O protesto que gerou o ataque teria sido motivado pela morte de um suspeito de furto de carro durante uma perseguição policial no domingo (19) em uma comunidade próxima.

A PM foi acionada para dar apoio após o ataque, constatando que não houve feridos e que o artefato não chegou a provocar incêndio no local e a ocorrência seguiu sob a responsabilidade da GCM.

Segundo um agente da GCM que participou da ocorrência, moradores desceram a avenida em protesto após a morte do suspeito, se dirigindo até a Inspetoria Regional Cidade Tiradentes, onde atiraram os artefatos incendiários. Não foi esclarecido de quem foi a responsabilidade pela operação policial que resultou na morte do homem no domingo no qual ninguém foi detido.

Este é mais um exemplo da animosidade entre a população carente das periferias e das forças policiais da cidade. A cada ação da PM, GCM ou polícia civil dentro das favelas paulistanas, a comunidade local protesta e imputa às forças de segurança toda a responsabilidade pelo que de pior acontece nessas áreas.

Algo deve ser feito para que a presença do Estado seja sentida e apreciada pelos moradores das favelas. Ações de conscientização, educação e cidadania devem ser realizadas pela prefeitura e governo estadual a fim de pacificar essa relação odiosa onde a lacuna de poder deixada pelo estado suscita o controle dos trabalhadores e moradores de bem pelo tráfico e pelo crime organizado e onde a polícia é vista como inimiga da população. De outra forma o crime continuará garantido a ‘paz’ e a ‘segurança local’.

Revisores: Felipe Donadi e Cynthia Capucho.

Fonte: R7