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Após confronto do MPL com a PM, a Corregedoria investigará a atuação dos policiais

Nas três últimas manifestações do Movimento Passe Livre houve confrontos com a Polícia Militar

22/01/2020 20h53 - Por Antonio Glenio

Ato do Movimento Passe Livre (MPL) – Foto: UOL

A Ouvidoria da Polícia Militar pediu, nesta quarta (22), que a Corregedoria apure denúncias de supostos abusos cometidos pelos policiais contra integrantes do MPL (Movimento Passe Livre). O movimento organizou três manifestações no mês de janeiro, e em todas houve confronto com a PM. As manifestações tinham como pauta a diminuição da tarifa do transporte público e, como de costume, os atos do MPL terminam em confusão e depredação de patrimônio público.  

Foram três manifestações que ocorreram nesse início de ano. A primeira foi no dia 7 de janeiro, quando manifestantes se aglomeraram dentro da Estação Trianon-Masp, na tentativa de pular a catraca do metrô para não pagar a tarifa. Com isso, a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes. Em resposta, integrantes do MPL depredaram a estação e atiraram objetos contra os policiais.

A segunda manifestação foi no dia 9. A confusão aconteceu na entrada da Estação República, quando novamente os manifestantes pretendiam pular a catraca. A polícia bloqueou as entradas da estação. Novamente, os manifestantes avançavam e arremessavam objetos contra a PM. Foram necessárias bombas de efeito moral para dispersar as pessoas, e duas foram detidas.

No último ato, no dia 16, os policiais tentaram impedir que os manifestantes chegassem até a Rua Consolação, e fizeram um cordão para bloquear a passagem da rua. O confronto se deu no cruzamento da Avenida Ipiranga com a Avenida são João. Os policiais concentraram os manifestantes na Praça da República, e novamente houve vandalismo: agências bancárias foram depredadas e cinco pessoas foram detidas.

Muitos dos policiais que participaram dessas ações estão respondendo por denúncias de abusos, mas os manifestantes que cometeram tantos abusos seguem impunes. É uma afronta ao povo paulistano permitir que todo ano essa situação se repita, trazendo prejuízo para a cidade e para os paulistanos.

O modus operandi dos manifestantes é a promoção do caos, almejando uma reação policial que justifique seu vitimismo nas redes sociais. Eles se se escondem atrás do termo “manifestantes”, mas isso não é manifestação, é vandalismo.

Vale ressaltar que o objetivo principal do MPL é garantir passagem de ônibus e metrô gratuita aos cidadãos. Ora, eles são irresponsáveis e ignorantes, pois não pensam em como essa pauta geraria um aumento considerável na carga tributária da população ou na inflação, o que sempre recai sobre o mais pobre. Todo serviço do estado é pago com o dinheiro do contribuinte.

Não satisfeitos, também erram no método de suas passeatas, pois utilizam uma forma completamente autoritária para se manifestarem, demonstrando um total desprezo pelas leis e pela população, que no dia seguinte vai usar uma estação de metrô depredada por esses criminosos.

Por fim, é necessário que, havendo policiais que de fato cometeram irregularidades, sejam processados e condenados. Mas também é necessário que esse tipo de vandalismo por parte do MPL não saia impune.

Revisores: Lucas Mehero e Cynthia Capucho.

Fonte: G1