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São Paulo
Antônio Donato

Conheça seu Vereador (São Paulo-SP)

02/10/2019 17h24 - Por Jair Lorenzetti Filho

Vereador Antônio Donato (Foto: O Estadão)

O vereador Antônio Donato (não confundam com o homônimo e emérito deputado já falecido) é formado em administração de empresas e começou sua militância política no tradicional modelo de movimento estudantil, onde foi membro do Diretório Central dos Estudantes Alexandre Vannucchi Leme.

Ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) quando ainda era estudante na USP, onde manteve sua carreira política até os dias atuais. Foi chefe de gabinete da antiga Administração Regional do Campo Limpo durante a gestão Luiza Erundina e presidente do PT na região. Na gestão Marta Suplicy (2001 a 2004), foi assessor especial da prefeita. Ainda na mesma gestão foi secretário de Subprefeituras.

Elegeu-se vereador em 2004 pela primeira vez. Reelegeu-se vereador (segundo mandato) em 2008 e, ainda no mesmo ano, assumiu o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo. No ano de 2009, venceu a eleição para comandar o Diretório Municipal do PT de São Paulo. Em 2012, reelegeu-se para o terceiro mandato consecutivo de vereador, sendo coordenador da campanha de Fernando Haddad para prefeito da cidade de São Paulo. A seguir foi escolhido pelo prefeito para assumir a Secretaria do Governo Municipal. Entre 2015 e 2016 presidiu a Câmara Municipal. Em 2016 reelegeu-se vereador novamente. Atualmente é o líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores.

Ao longo de sua trajetória profissional na política, o vereador vivenciou algumas adversidades, destacadas a seguir.

Em notícia da Agência Estado, de 04 de novembro de 2013, “Uma escuta telefônica autorizada pela Justiça aponta que o secretário de Governo de Fernando Haddad (PT), Antônio Donato, é citado pelo recebimento de R$ 200 mil do auditor Luís Alexandre Camargo Magalhães, um dos quatro servidores da Prefeitura presos na semana passada por formar um esquema de propinas para sonegação de impostos na gestão Gilberto Kassab (PSD)”.

Na edição escrita do Jornal Nacional, no portal G1 de 12 de novembro de 2013, segundo depoimento do ex-fiscal Eduardo Horle Barcellos ao Ministério Público, o vereador teria sido beneficiado por uma mesada de R$ 20 mil, paga em dinheiro em seu próprio gabinete, como “investimento futuro”, para manterem bons cargos na prefeitura caso o PT ganhasse as eleições.

Uma matéria da Revista Exame de 17 de janeiro de 2014, apontava que os vereadores Antônio Donato (PT) e Aurélio Miguel (PR) pediram R$ 5 milhões ao auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues para que a CPI do Imposto Predial e Territorial Urbano (CPI do IPTU) na Câmara Municipal de São Paulo fosse arquivada, conforme afirmava uma testemunha protegida em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE).

Em outra matéria, do Jornal Folha de São Paulo, de dois de fevereiro de 2016, um depoimento ao GEDEC (Grupo Especial de Delitos Econômicos) do Ministério Público, efetuado pelo ex-fiscal Eduardo Horle Barcellos, apontou o vereador como um dos envolvidos na “Máfia do ISS”.

Em relação a projetos como vereador, o maior destaque foi a PL Nº 16.948, de 28 de junho de 2018, que declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Paulistana (PL Nº 732/17, dos vereadores Toninho Vespoli – PSOL e Antônio Donato – PT).

Este foi um breve relato da história política do vereador Antônio Donato.

Revisores: Cynthia Capucho, Rodrigo Vieira e Felipe Donadi