São Paulo
Administração do CDC na Vila Maria cobra valores absurdos para locação

Desde 2018 o local recebe denúncias e até um processo em relação aos preços abusivos e a má administração realizada pelo CDC

17/01/2020 15h12 - Por Antonio Glenio

Desde 2018 o local recebe denúncias e até um processo em relação aos preços abusivos e a má administração realizada pelo CDC
CDC – Elias da Silva Trindade. Foto: Gazeta Regional

O MBL São Paulo recebeu uma denúncia referente à administração do CDC (Clube da Comunidade) Elias da Silva Trindade, localizado no bairro Jardim Andarai, zona norte da capital paulista, administrado pelo projeto da família do jogador Elias, que tem como presidente o Sr. Ezequiel Trindade.

Em 2018, foi aberto um processo contra o CDC no qual times de futebol de Várzea da Vila Maria solicitam a redução da taxa de pagamento mensal, e expressam uma total insatisfação com os representantes dos times e dos moradores da comunidade com a atual administração. No ofício, alegam que a diretoria age com arrogância e prepotência, e que se negam a abrir um diálogo entre as partes, apenas mandam as pessoas procurarem seus direitos.

De acordo com a denúncia, no CDC era cobrado para o aluguel da quadra valores entre R$600,00 e R$1.300,00, sendo que o valor de R$600,00 era apenas para pessoas próximas da administração do local. Ou seja, a quadra era mais de 50% mais barata para os “amigos”.

Além disso, o senhor Joelson, representante de um dos times em locar o espaço, afirma ter sido impedido de locar a quadra. Ele buscou um diálogo com a administração e decidiu recorrer à justiça por não obter resposta.

Ele também foi à secretaria, angariou os contratos com valores diferentes para comprovar o favorecimento de um em detrimento de outros.

A SEME (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer) notificou o CDC que eles não poderiam manter aqueles valores, e que eles deveriam seguir os valores tabelados para os CDC’s, segundo o Decreto Municipal 57.260/2016. No entanto, a administração, de forma autoritária e em desrespeito a SEME, não baixou os preços, e ainda aumentou os valores passando para R$1.300,00 o aluguel durante o dia e R$1.500,00 durante a noite.

Com isso, os contratos dos times que utilizam o local sofreram um aumento de 40% a 60%, um valor absurdo levando em conta que se tratam de times de uma comunidade carente, que não tem condições de arcar com esses altos custos impostos pela diretoria do CDC.

O Ministério Público de São Paulo pediu que fosse mandado um balancete trimestral para comprovar o tamanho da cobrança. No entanto, de acordo com a denúncia, no balancete não é discriminado a renda da lanchonete e do salão de festas, já que ambos são usados. Esses valores foram omitidos, e até o momento, o porquê é uma incógnita.

Revisores: Cynthia Capucho e Felipe Donadi.