Rio Grande do Sul
Acompanhe como foi o 1º ano de mandato do governador Eduardo Leite

Das 17 promessas de campanha feitas por Leite, 05 foram cumpridas em parte e 04 foram integralmente cumpridas.

06/01/2020 08h00 - Por Camila Greff

O Portal de notícias G1 realizou um levantamento das promessas de campanhas feitas, durante as eleições, pelos atuais Chefes do Poder Executivo federal, estadual e municipal. Foram avaliados o primeiro ano de mandato do Presidente da República, além de todos os 27 Governadores eleitos em 2018, bem como foi atualizada a avaliação dos três primeiros anos de mandato dos prefeitos das 27 capitais brasileiras.

As promessas levadas em conta pelo G1 são aquelas feitas durante as campanhas eleitorais, levando-se em conta também os compromissos assumidos até o momento em que os candidatos tomaram posse – desde que não signifiquem uma tentativa de redução de alguma promessa anterior. Os critérios utilizados para medir o grau de implementação desses compromissos foi:

  • Não cumpriu ainda: quando o que foi prometido não foi realizado e não está valendo/em funcionamento.
  • Em parte: quando a promessa foi cumprida parcialmente, isto é, com pendências.
  • Cumpriu: quando a promessa foi totalmente cumprida.
  • Não Avaliado: quando não é possível avaliar o andamento da promessa.

Sobre o primeiro ano do governador do Rio Grande do Sul, observa-se que, dos 17 compromissos assumidos por Eduardo Leite, 08 não foram cumpridos, entre eles aquele que lhe deu a vitória sobre José Ivo Sartori: efetuar o pagamento do funcionalismo em dia no primeiro ano de Governo. Das outras 09 promessas, 05 foram cumpridas em parte e outras 04 foram integralmente cumpridas.

Entre as promessas cumpridas, está:

  • a redução do déficit público de R$ 7,4 bilhões para ao menos R$ 4,9 bilhões, sendo que a previsão, a ser confirmada no final de janeiro, é de que redução seja de R$ 3,8 bilhões;
  • o estabelecimento de um teto de gastos públicos;
  • o aumento do efetivo policial, com a incorporação de quase 3.000 novos agentes de segurança;
  • a implementação de um novo Sistema de Registro de Ocorrências nas Delegacias de Polícia;
  • a regularização dos pagamentos aos hospitais, por meio da quitação de uma dívida de R$ 260 milhões, além da destinação de R$ 80 milhões repassados pelo Ministério da Saúde.

Com relação ao não pagamento dos salários em dia, o Governo diz que “tem feito todos os esforços possíveis para regularizar de forma perene o pagamento dos servidores do Executivo, com medidas de redução de gastos, modernização da receita e reformas que incluem mudanças em carreiras, previdência e privatizações“. Ao que parece, Eduardo Leite está aprendendo, a duras penas, que gerir um Estado não é apenas uma questão de “tirar a bunda da cadeira”.

Fonte: Portal G1.