São Paulo - Cidade
Desembargador concede liminar ao PT e suspende Reforma da Previdência de SP

A Reforma foi aprovada em dois turnos na Alesp em fevereiro, e sancionada pelo governador no início de março

17/03/2020 18h13 - Por Antonio Glenio

Nesta terça-feira (17), o desembargador Antonio Carlos Malheiros, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), concedeu uma liminar à deputada do Partido dos Trabalhadores (PT) e presidente do Sindicato dos Professores de São Paulo (Apeosp), a professora Bebel. A liminar suspende os efeitos da Reforma da Previdência do estado de São Paulo aprovada pela Alesp e sancionada pelo governador João Dória (PSDB), no início de março.

Já não é a primeira vez que o PT recorre ao judiciário de forma autoritária e vergonhosa para barrar a Reforma que trará mais responsabilidade fiscal ao estado de São Paulo. No fim do ano passado, um desembargador do TJ-SP concedeu uma liminar a outro deputado petista, que paralisava a tramitação da Reforma na Alesp. Em fevereiro deste ano, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, suspendeu os efeitos dessa liminar, permitindo que ela fosse votada e, posteriormente, aprovada em dois turnos na casa.

O PT e o judiciário paulista não cedem em relação aos privilégios de suas classes. Estão dispostos a levar tudo até as últimas consequências. Nunca é demais relembrar que o PT, nos estados do nordeste em que são governo, aprovaram reformas da previdência nos moldes da que foi aprovada em São Paulo. No entanto, como o PT não governa São Paulo, estão dispostos a sacrificar a saúde fiscal do estado em pró de privilégios à classes que os apoiam.

São Paulo é o estado da federação com o maior rombo no sistema previdenciário chegando a R$ 24 bilhões. Atualmente, para cada 1 trabalhador inativo, há 1.2 em atividade, é um sistema a beira do colapso.

Porém, para os terraplanistas da contabilidade, isso não é um problema. Para eles, não interessa o quanto o estado esteja com dificuldades, tudo o que importa é promover a manutenção de seus privilégios, que poderiam custar muito caro aos novos aposentados. Mas seria pedir demais que esse grupo demonstrasse coerência e inteligência.

Fonte: Folha de SP.