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1,6 mil catadores do Rio estão desempregados devido ao coronavírus

“Não tem de onde tirar sustento”

26/03/2020 05h58

A pandemia do coronavírus está atingindo até a rotina dos catadores de latinhas do Rio de Janeiro. Segundo reportagem da TV Globo, 1,6 mil catadores estão sem trabalho.

“A gente é uma categoria que tem média de renda de R$ 680 por mês. A maioria de nós é morador de favela, que tem dificuldade de saneamento básico. A gente já vive numa situação muito precária. E agora com a chegada dessa epidemia nossa situação é a mais grave, porque a gente não tem de onde tirar sustento pras nossas famílias”, diz Glória Cristina dos Santos.

Ela é representante de 86 cooperativas do estado. Só em uma delas, em Irajá, Zona Norte da cidade, o trabalho parou na última sexta-feira e 120 toneladas de lixo reciclável deixaram de ser processadas.

“A gente trabalha com um material contaminante, com resíduos que vêm das casas das famílias. A gente tem receio que este material possa estar contaminado, temos pessoas com fatores de risco: cardíacos, senhora acima de 60 anos, pessoas com problemas de rim. Então, a gente não tem como continuar a colocar a vida dessas pessoas em risco”, relata a presidente da Coopfuturo, Evelin Marcele.

O governo do estado afirmou que a Secretaria de Trabalho irá sugerir um programa de renda mínima emergencial a empreendedores solidários e que os catadores serão incluídos. Porém, ainda não há prazo para que isso ocorra. Já a Prefeitura do Rio afirmou que irá distribuir cestas básicas.

Jornalista formado pela UniverCidade, pós-graduado em Sociologia, Política e Cultura pela PUC-Rio. Formado em cinema pela New York Film Academy. Um liberal de direita que luta desde sempre pelos ideais que acredita.