Kaique Dionísio
Um carioca genuíno em meio a tantos paulistas. Escrevo textos mais longos para o @midiainsurgere.
E o troféu flanelinha vai para Caio Coppolla
Caio Coppolla rouba de Constantino o troféu de maior passador de pano do governo

Algumas passadas de pano merecem prêmio. Caio Coppolla foi eleito o maior passador de pano do governo nesta tarde.

Segundo Caio Coppolla, a fala de Castello Branco foi antipática. Castello Branco disse que caminhoneiros não são um problema da Petrobras. E não são. Coppolla chega a defender intervenção de preços numa "questão social gravíssima". Usando seu melhor verniz, diz que a "questão social gravíssima" é a possível greve dos caminhoneiros. Mas Coppolla não diz que Bolsonaro é o carro chefe da categoria. Nem sequer menciona que Bolsonaro apoiou a última greve.

Bolsonaro é o lobista oficial dos caminhoneiros, mas Coppolla não seria honesto o suficiente para mencionar. Os caminhoneiros, na mão do presidente, são armas de intervenção.

Coppolla sofre da ingenuidade proposital: acredita nas palavras do maior estelionatário eleitoral que já tivemos. "Não vou interferir em nada", diz o presidente. Mas, segundo apurações, Bolsonaro tentou convencer Castello Branco a segurar os aumentos dos combustíveis (10,2% na gasolina e 15% no diesel) promovido pela Petrobras na quinta-feira passada.

Coppolla não chega a mencionar nem mesmo as promessas de privatização da empresa. Já que é estatal, vale tudo, até mesmo derretê-la.

Se houve alguma fala antipática em questão, foi a do próprio Coppolla. Com ar de riso, diz que Castello Branco está em home office desde março. Mas não menciona que Castello Branco faz parte do grupo de risco da Covid-19. Seria humano demais dizer.

Coppolla é da turma dos que acham que vale tudo para atacar o "outro lado". É o passador de pano que faz comparações entre mortes por Covid e engasgos.

Segundo Coppolla, não há nada de "intempestivo" na saída de Castello Branco. Claro, não menciona que o Posto Ipiranga (sem combustível) pediu para Castello Branco renunciar.

Coppolla, na esteira da decepção, é mais um dos ingênuos de aluguel. Que falta nos faz Gabriela Prioli.

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