Kaique Dionísio
Um carioca genuíno em meio a tantos paulistas. Escrevo textos mais longos para o @midiainsurgere.
CPI da Covid quer avançar contra "esquema" da Família Bolsonaro em hospitais
Mandetta sugere que Flávio estava interessado em contratos milionários no Ministério da Saúde

A CPI começou e os requerimentos não param. Como escrevi há pouco, querem requerer para empurrar com barriga, mas há uma questão interessante.

Bernardo Mello Franco, no O Globo, diz que a CPI da Covid "deve usar o depoimento de Luiz Henrique Mandetta para apurar uma história nebulosa que envolve o senador Flávio Bolsonaro e a pressão por cargos e contratos no Ministério da Saúde."

Mandetta, após ser exonerado do Ministério da Saúde, escreveu o livro "Um paciente chamado Brasil: Bastidores da luta contra o coronavírus".

Neste livro, expõe que em "janeiro de 2020, o então ministro Mandetta recebeu instruções para exonerar quatro integrantes de sua equipe. A lista incluía o secretário-executivo João Gabbardo, seu número dois na pasta."

O governo encaminhou quatro nomes. Todos do Rio e sem currículo corrido na Saúde. Segundo Mandetta, Bolsonaro informou que as sugestões partiram do 01, o Flávio Wonka, da mansão de 6 milhões e investigado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Mello Franco diz que Mandetta propôs um acordo para segurar seus auxiliares: em troca da permanência deles, cederia o controle dos hospitais federais do Rio, onde Flávio poderia indicar "quem quisesse".

Bernardo Mello Franco diz que "Ao contar a história, Mandetta sugere que Flávio estava interessado em contratos milionários na pasta. Além de Gabbardo, o senador queria trocar dois secretários e o diretor de informática dos SUS."

Mandetta escreve em livro que "Quem articulou as exonerações e impôs os novos nomes mirava o controle de mais de 80% do orçamento do Ministério da Saúde".

Mello Franco também diz que no início do governo Bolsonaro, milícias começaram a dominar alguns hospitais.

Diz Mello Franco: "O então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, sugeriu que as milícias exerciam influência sobre a direção do Hospital Geral de Bonsucesso. Onze dias depois de trazer o assunto à tona, Bebianno foi demitido. Ele se tornou o primeiro ministro a cair da gestão do capitão."

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