Dainese
Professor, Engenheiro e Coordenador do MBL na cidade de São Paulo.
Um desastre em São Paulo: 30 motivos pelos quais Bruno Covas não merece seu voto
Não vou falar apenas do desastre que é a prefeitura Covas. Assim como na minha coluna anterior, vamos abordar os aspectos da gestão – se é que pode ser chamada de gestão – de Bruno Covas desde o início, quando Doria assume o governo do estado de SP até os períodos atuais.

Entre farra com dinheiro público para finalidade de manter um establishment de poder e loteamento de cargos municipais para os partidos políticos que votam com o PSDB, a gestão Covas produz ineficiência e é extremamente custosa para o contribuinte paulistano. Sem contar a subserviência do prefeito ao governador João Doria, figura que trouxe na minha coluna anterior. Com o objetivo de evidenciar essas atitudes, trago nesta coluna mais um compilado de notícias de sites diversos demonstrando as atitudes de Covas no quesito administração pública na nossa querida São Paulo.

Bruno_Covas
Bruno_Covas https://www.otempo.com.br/image/contentid/policy:1.2356649:1600275420/Bruno_Covas.jpg?f=3x2&q=0.6&$p$f$q=0aedafc
Ajude a manter o MBL na luta!

Uma informação muito importante: Ao buscar Bruno Covas no google, 90% das notícias – estatísticas a lá Ciro Gomes – são acerca da sua condição de saúde. Esse foi um dos motivos pelos quais estou escrevendo essa coluna com um compilado de notícias acerca da sua gestão. Muitas pessoas votam em Bruno Covas por inocência ou por não saber que por trás de um homem achacoso existem interesses expúrios de uma estabelecida elite política putrefata.

Vamos começar com a seguinte pergunta: O paulistano sabia quem era Bruno Covas quando votou no Doria para a prefeitura? Absolutamente não! Ele era um vice poste – diga-se de passagem muito comuns no Brasil – de João Doria. E fica aqui uma crítica, não só para o paulistano como para o brasileiro no geral: O vice importa muito e deve sempre ser considerado na escolha do candidato em uma eleição. Mas não foi isso que aconteceu enquanto Doria era prefeito de São Paulo. Em pesquisa do instituto Datafolha de 18/4/2018 a maioria da população, incríveis 70% da cidade de São Paulo não sabia à época quem era o prefeito:

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/04/so-3-em-10-moradores-sabem-dizer-quem-e-o-novo-prefeito-de-sp.shtml

Ninguém sabia quem era o prefeito da cidade. Bem, ele poderia ser desconhecido, mas ser um bom prefeito técnico e responsável, correto? Não. Covas está longe disso e vamos ver adiante o porquê. Saindo do período vice poste e indo para o início da sua gestão, Covas já sinaliza de imediato para a sua base carnavalesca – aqueles blocos musicais de rua que acontecem antes, durante e depois do carnaval – mostrando que os cofres públicos estavam à disposição!

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/01/se-for-o-caso-vamos-usar-dinheiro-publico-no-carnaval-de-rua-de-sp-afirma-covas.shtml

No início de seu mandato, em março de 2019, Covas deixa a gestão. Não, querido leitor, este que vos escreve não enlouqueceu. Por motivos pessoais não informados, Covas toma a decisão de deixar a gestão da prefeitura nas mãos de Eduardo Tuma, presidente da Câmara Municipal de São Paulo entre os dias 9 e 15 de março, mas volta atrás logo no início do período após fortes criticas da sociedade civil em relação ao seu afastamento em um conturbado período de chuvas para a capital:

Ajude a manter o MBL na luta!
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/03/09/interna_politica,741921/bruno-covas-se-licencia-da-prefeitura-de-sp-por-uma-semana.shtml

Voltou atrás e não se licenciou, mas foi viajar para a Europa no dia 11 e, como dito anteriormente, em um período de fortes chuvas na capital paulista:

https://www.diariodolitoral.com.br/brasil/prefeito-bruno-covas-faz-viagem-pessoal-a-europa-enquanto-sao-paulo/123580/

Gestão zero na parte de enchentes e problemas de infraestrutura da cidade. Vale dizer que infraestrutura é umas das pautas mais importantes, chegando a ser uma das bases da ordem e estabilidade da cidade. Vejamos também o comportamento de Covas quanto à inovação e diversificação do mercado de transporte na cidade. O sistema favorece os antiquados meios de transporte em detrimento dos novos por fazer regulamentações excessivas. O establishment do município assegura esses players que já atuam no setor e os novos ora não conseguem atender as regras excessivas, ora encarecem tanto que deixam de serem competitivos e se distanciam de investidores que poderia torná-los ainda mais competitivos.

Este ciclo estabelecido é mantido e assegurado a mãos de ferro pelos nossos governantes. O que mais importa pra essa gente: O paulistano pagar mais barato no transporte público ou eles ganharem mais dinheiro? Eles ganharem mais dinheiro, é claro. E com eles, a prefeitura também arrecada através de multas. Ao invés de medidas educativas como notificações técnicas com as exigências da prefeitura, preferem chegar pedindo o dinheiro logo:

https://noticias.r7.com/sao-paulo/empresas-de-patinete-vao-a-justica-contra-multas-de-bruno-covas-29052019

Ora, o indivíduo – que utiliza (ou não) o capacete – é o maior interessado na sua própria integridade física. Logo, por que não fazer campanhas educativas ao invés de regulamentar? Por que empresas de transporte convencionais que já operam na cidade há tempos não realizam esse tipo de campanha? Pois é, obrigatoriedade para a concorrência e regras frouxas para os amigos do rei.

Não obstante, Covas recolheu 500 patinetes na cidade, deixando empresas que investiram em mobilidade urbana a ver navios:

https://www.jb.com.br/pais/2019/05/1002211-gestao-covas-recolhe-mais-de-500-patinetes-em-primeiro-dia-de-fiscalizacao.html

Não basta apenas ser contra o empresário, tem que ser a favor da retirada dos direitos da sociedade civil também:

https://veja.abril.com.br/brasil/covas-sanciona-lei-que-proibe-canudos-plasticos-em-sao-paulo/

Proibir canudinhos de plástico pode parecer uma frivolidade, mas causa grandes impactos na cidade. Ao contrário do que aquelas imagens fortes de tartarugas mortas mostram, algumas poucas tartarugas marinhas foram mortas por canudos, mas instituições como o Green Peace insistem em tirar uma foto bem comovente e divulgar para milhões de pessoas ao redor do mundo dizendo que morrem milhares de tartarugas marinhas todos os dias – número inventado da cabeça dos líderes de movimentos ambientalistas.

Ajude a manter o MBL na luta!

Resultado: Gestões públicas mal-intencionadas utilizam dessa comoção para aprovar leis que restringem a liberdade do indivíduo e, ao mesmo tempo, além de não trazer nenhuma vantagem ambiental prática de fato, dificultam a vida de quem realmente precisa destes artifícios para poder se alimentar. Sim, existem muitas crianças autistas que utilizam canudos plásticos para ingerir água, sucos e até mesmo refeições líquidas. Mas não importa, o que vale é preservar a vida das tartarugas que moram no vasto mar da cidade de São Paulo... Ora, mas São Paulo não é rodeada por nenhum oceano. Pobres tartarugas marinhas de São Paulo.

Enquanto comete essas atrocidades para com o contribuinte, Covas também mira as próximas eleições:

https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,covas-troca-chefe-da-casa-civil-e-faz-reforma-de-secretariado-para-as-eleicoes,70003012906

E o prefeito não economiza máquina pública para se reeleger:

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/09/em-ano-eleitoral-covas-dobrara-gastos-com-zeladoria-em-sp.shtml

Antes de saber da pandemia do novo coronavírus, já planejava usar o seu último ano a frente da prefeitura de São Paulo para promover mais gastos com zeladoria urbana, sendo que esses tipos de gastos devem sempre ocorrer de forma uniforme através do mandato para que o paulistano tenha sua cidade estruturada, boa e robusta para o contribuinte paulistano e por consequência segura, afeita aos negócios.

Tomar essas medidas no último ano de gestão significa tomar medidas populistas para tentar ser eleito, o que Bruno Covas está claramente fazendo no âmbito de diversos setores dentro do município de São Paulo.

Um artigo do dia 4 de novembro mostra as costuras partidárias em direção à reeleição que – segundo o artigo – Covas estava tecendo pessoalmente:

https://www.atribuna.com.br/noticias/atualidades/bruno-covas-mantém-costuras-partidárias-por-reeleição-1.74330

Enquanto o prefeito vendia a cidade para todos os aliados políticos, obras emergenciais foram feitas as pressas na cidade:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/11/13/um-ano-apos-queda-de-viaduto-na-marginal-pinheiros-prefeitura-de-sp-faz-sete-obras-emergenciais-na-cidade.ghtml

O início de tudo foi quando uma ponte da pista expressa da marginal Pinheiros cedeu, deixando uma das maiores vias expressas da capital paulista interditada e com mobilidade reduzida por muito tempo. Ao investigar as pontes e viadutos da cidade, um ano depois do ocorrido na marginal, a prefeitura encontrou 12 locais que precisaram de obras emergenciais. Isso significa que qualquer estrutura dessas poderia ceder e causar um desastre. Novamente, falta de responsabilidade da prefeitura e negligência dos vereadores que deveriam fiscalizá-la.

E como nada que vem de órgãos públicos brasileiros é preventivo, manutenções preventivas também são deixadas de lado em prol de futilidades priorizadas pelas autoridades paulistanas, como por exemplo, o carnaval:

https://www.uol.com.br/carnaval/2020/noticias/redacao/2019/12/12/covas-sanciona-lei-que-da-isencao-de-impostos-a-escolas-de-samba-de-sp.htm

Uma base importante – como já mencionado nesta coluna – do atual prefeito de São Paulo.

No dia 13/1/2020 Covas sancionou uma lei aprovada em segunda votação dois meses antes na Câmara Municipal de São Paulo que proíbe estabelecimentos comerciais de fornecerem descartáveis de plástico na cidade:

Ajude a manter o MBL na luta!
https://www.poder360.com.br/brasil/covas-sanciona-lei-que-proibe-plasticos-descartaveis-em-sao-paulo/

O curioso neste caso é que a cidade já apresentava um histórico de redução na coleta de lixo, como aponta esse artigo do TCE de julho de 2019:

https://www.tce.sp.gov.br/observatorio/contra-tendencia-mundial-coleta-lixo-reciclavel-recua-13-sao-paulo

Este outro artigo apresenta a queda na coleta de recicláveis, o que indica uma redução do reaproveitamento dos recursos escassos na cidade e pode justificar a proibição de consumo dos mesmos como uma espécie de artifício sendo usado pela prefeitura para reduzir o descarte e por conseguinte reduzir o ônus do trabalho de coleta seletiva da prefeitura. Mais uma manobra contra o contribuinte e a favor do establishment no município.

Indo mais adiante no ano de 2020, temos o carnaval, festa que foi realizada com o apoio de Covas, embora no mesmo período em que a festa iria acontecer, se iniciava a transmissão de coronavírus na cidade.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/carnaval/noticia/2020/02/06/sao-paulo-abre-12-mil-vagas-para-ambulantes-de-bebidas-trabalharem-no-carnaval-de-rua.ghtml

Apesar do momento de cautela, a prefeitura - diga-se Bruno Covas - além de permitir que houvesse aglomeração nas ruas, ajudou os carnavalescos, isentando-os de impostos como mencionado na matéria do dia 13/1. Negligência ou incompetência? Pode até ser os dois, mas com elementos de mau-caratismo também. Sim meu caro leitor, mau-caratismo por vender a cidade para a base que o elege, porque o ano eleitoral é muito mais importante do que o ano em que São Paulo parou por causa de um perigo invisível.

O carnaval terminou em 1/3 e 16 dias depois, no fatídico 17/3 Covas decretou emergência na cidade. Isso no mínimo nos mostra com quem estamos lidando no poder executivo da nossa São Paulo. E quanto à gestão municipal durante a pandemia, como Covas administrou essa crise global na maior cidade do hemisfério sul do planeta terra?

No início da pandemia, observamos os outros países tomarem medidas responsáveis e sofrendo com Lockdowns por causa de falta de vagas em UTIs de hospitais. Veja o gráfico abaixo na data selecionada – 19 de março – e observe o período em relação ao que vem depois:

Fonte: Google.

No dia 19 de março, Bruno Covas resolve dar 10 milhões de reais de dinheiro público para pessoas dançarem nas janelas dos seus apartamentos enquanto o paulistano aguarda para dançar de verdade durante a pandemia:

https://vejasp.abril.com.br/blog/arte-ao-redor/janelas-de-sp-edital-prefeitura/

Enquanto assistíamos a notícias de casos de escolha entre qual paciente vive e qual morre na Itália, em São Paulo Bruno Covas achou importante destinar 10 milhões de reais do dinheiro público para espetáculos nas janelas dos prédios. Uma espécie de estatização da cultura, do que mantêm as relações entre as pessoas de mesma localidade fluida.

Colocaram o governo para administrar uma empresa estatal chamada Correios – a EncomendaBras – e olha no que deu. Não conheço um paulistano contente com o serviço dos Correios, sem contar as greves. Como dizia Milton Friedman: ”Se colocarem o governo para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia“ e se colocarem o governo para administrar a cultura ou dar dinheiro público para o que ele acha que é bom, em quatro anos o paulistano não consumirá mais cultura alguma.

Após decretar estado de emergência, uma pesquisa realizada entre os dias 17 e 19 de março já indicava a reprovação de Bruno Covas no município:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/03/23/bruno-covas-tem-aprovacao-de-20percent-e-reprovacao-de-32percent-em-sp-diz-pesquisa-ibope.ghtml

E Bruno Covas continuou com os erros ao adotar medidas ruins e contraproducentes para o bom funcionamento da cidade:

https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/04/11/covas-estuda-fechar-ruas-de-sao-paulo-para-aumentar-isolamento-social.ghtml

Impedir de ir e vir não adiantaria em nada sem a conscientização da sociedade civil acerca do problema. Característica marcante de governos do PSDB: Nunca agir de forma preventiva. Eles têm histórico de esperar a ponte cair pra tomar alguma atitude, ao invés de agir preventivamente para que o desastre não ocorra. E fazem isso dizendo o famoso proselitismo: “Momentos extremos exigem medidas extremas”.

Com este exato modus operandi, Covas tomou uma das piores medidas durante a pandemia:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/05/07/covas-anuncia-rodizio-mais-restritivo-de-carros-em-sp-para-estimular-isolamento-social-na-cidade.ghtml

Não só ineficaz, esta medida teve teor criminoso ao causar mais aglomerações. Isso é um bom exemplo para que o paulistano veja como medidas infundadas, vindas de governantes irresponsáveis podem causar um efeito contrário ao que se é pretendido e prejudicar a população: Ao não conseguir usar o carro todos os dias, o paulistano optou pelo transporte público, que já havia sido reduzido pela falta de demanda no auge da pandemia. Este fato gerou aglomerações em locais muito mais perigosos do que o carro particular do paulistano que o possui: os pontos, os interiores dos ônibus, os terminais, deixando o ambiente do transporte público menos seguro para todos na cidade.

E quase um mês depois de ter a ideia do bloqueio, Covas concretiza a medida:

https://agora.folha.uol.com.br/sao-paulo/2020/05/sao-paulo-tera-bloqueio-total-de-carros-em-ruas-e-avenidas-nesta-terca.shtml

Após dois dias dessas ações ruins que surtiram efeito contrário ao desejado, Covas enxergou o que era óbvio e voltou atrás com os bloqueios, que mais atrapalharam do que ajudaram o paulistano.

E falando em medidas ruins ou inúteis...

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/05/19/covas-assina-lei-que-antecipa-feriados-em-so-paulo-nos-dias-20-e-21.ghtml

Essa medida reduziu muito pouco a mobilidade e praticamente não teve efeito positivo para o controle do coronavírus na cidade. Mas serviu para confundir o munícipe, alterando o calendário natural já conhecido pela população.

Ajude a manter o MBL na luta!

Observe a redução do isolamento na cidade, em um dos dias da antecipação dos feriados:

https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/isolamento/

            Isso mostra no mínimo que a antecipação dos feriados teve efeito menor que qualquer outro dia de semana normal. Nesse gráfico, os dias de semana estão nos vales – pontos mais baixos – e os fins de semana, nos picos – pontos mais altos.

Em 23 de junho, um estudo da própria prefeitura indicou que São Paulo tem mais infectados do que os dados mensurados pelos levantamentos oficiais:

Ajude a manter o MBL na luta!
https://oglobo.globo.com/sociedade/estudo-da-prefeitura-indica-que-sp-pode-ter-10-vezes-mais-infectados-pelo-coronavirus-24493988

            Trata-se de um dado extremamente preocupante. Mostra o controle que a prefeitura tinha em relação a real situação do vírus em São Paulo. Isso, é claro, graças à falta de testes. Ficou claro durante a pandemia que a prefeitura não só não fazia ideia da situação, como também tomou medidas erradas por causa da negligência dos dados. Ora, se quisesse saber a real situação bastava fazer como países desenvolvidos e testar incansavelmente a população ao invés de patrocinar arte na janela.

            Não só não havia testes em São Paulo como em todas as regiões do Brasil também. Vale mencionar que a iniciativa privada se mobilizou muito mais rápido através da lei da oferta e demanda – buscando lucro – e conseguiu disponibilizar testes para a população por valores razoáveis, diferente dos poderes públicos, que se não tiver pra todos não tem pra ninguém.

Com muito menos demanda por vagas em leitos de UTI, no dia 26/6 a prefeitura anunciou o fechamento do hospital de campanha do Pacaembu:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-06/bruno-covas-anuncia-fechamento-de-hospital-de-campanha-do-pacaembu

Não muito tempo depois, no dia 16/7, a prefeitura anunciou que iria desativar 561 leitos no hospital de campanha do Anhembi:

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/07/16/sao-paulo-desativara-561-leitos-no-hospital-de-campanha-do-anhembi.htm

            Isso mostra a falta de planejamento dos poderes públicos municipais em relação ao coronavírus. Tudo sem pensar, sem se basear nos dados reais da cidade, como demonstrado anteriormente nesta mesma coluna. Precisa falar novamente que é uma atitude típica de governos do PSDB?

É notório que, para Bruno Covas, o Estado tem que controlar absolutamente tudo, não só as ineficientes e ineficazes instituições públicas:

https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,coronavirus-nao-e-de-esquerda-nem-de-direita-e-uma-realidade-diz-bruno-covas,70003394650

            Além de intervir no direito que as escolas particulares têm de tomarem suas decisões individuais de acordo com a estrutura que cada uma tem para prevenção do coronavírus, Covas também quer equiparar abertura das escolas particulares com escolas públicas, sendo que as estruturas e a gestão de uma não têm nada a ver com a outra. Sem contar que, quando se trata de escolas particulares, os pais são as autoridades máximas que decidem com responsabilidade se seus filhos devem ou não ir para a escola. Por que tirar mais essa atribuição dos pais?

No dia 17 de setembro, Covas responde o diretor do colégio Bandeirantes, antigo colégio em que ele estudou, que havia dito que estava “horrorizado com a forma como o prefeito está tratando a educação”:

https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/09/nao-tenho-medo-de-cara-feia-responde-covas-a-criticas-de-diretor-do-colegio-bandeirantes.shtml

            Existem muitos motivos para qualquer um ficar decepcionado com Bruno Covas no quesito educação. Além de não prover uma educação municipal de qualidade e trabalhar mais para manter as administrações ineficientes que já existem hoje, Covas peca totalmente no quesito adaptabilidade à pandemia. A começar pela transição das aulas presenciais para virtuais no início da pandemia. Foram aterrorizantes! Professores não sabiam utilizar a plataforma, alunos com pouco interesse por causa de aulas totalmente não adaptadas ao ensino à distância e o rendimento escolar dos alunos e o conteúdo programático ministrado durante as aulas diminuíram vertiginosamente. 

            No final da bandeira amarela, Covas demora a tomar uma atitude e, no mínimo, liberar as escolas particulares para fazerem o retorno ao seu modo. Como sempre, devagar e indo aos trancos e barrancos, não como o esperado para o prefeito da maior cidade do hemisfério sul deste globo azul que chamamos de Terra.

E para finalizar:

https://www.aosfatos.org/noticias/promessas-bruno-covas-prefeitura-sao-paulo/

Neste artigo escolhido para fechar essa coluna de forma completa, é mostrado como, faltando 3 meses para o fim do mandato, Bruno Covas não cumpriu 53,5% do plano de governo:

Fonte: Artigo do link anterior.

Podemos observar aqui o comprometimento que o nosso atual prefeito tem para com o que apresenta como plano de governo à sociedade paulistana. Se você contrata uma pessoa para lavar 10 carros por dia e ela lava 5, você renova o contrato de trabalho quando o mesmo se encerra? Aposto que a resposta é não. E é justamente por isso que essa coluna precisa chegar nas pessoas. Em pesquisa do instituto Datafolha, Covas apresenta 20% das intenções de votos:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2020/noticia/2020/09/24/pesquisa-datafolha-em-sao-paulo-russomanno-tem-29percent-covas-20percent-boulos-9percent-e-franca-8percent.ghtml

E mais adiante, Covas mostra 22% das intenções de votos em pesquisa estimulada:

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/eleicoes/2020/noticia/2020/10/15/pesquisa-ibope-em-sao-paulo-russomanno-25percent-covas-22percent-boulos-10percent-franca-7percent-tatto-4percent.ghtml

Repasse este compilado de artigos para as pessoas que você conhece que moram na cidade de São Paulo. O paulistano precisa conhecer melhor quem já fez um péssimo trabalho na prefeitura e pretende se reeleger para levar o retrocesso adiante.

Revisão: Lucas Mehero e Antonio Glenio.

Você está sendo roubado! O sistema usa o seu dinheiro, abusa de privilégios e cria leis para se blindar. O MBL vai na contramão desse sistema, lutando contra o Foro Privilegiado, Fundão e na defesa da prisão em segunda Instância e reformas. A batalha é desequilibrada, nós só podemos contar com você. Doe para o MBL clicando aqui.
continua em outra matéria