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Economia
Os subsídios atrapalham o crescimento econômico de países pobres

Os subsídios de países europeus impossibilitam a competição de mercado

17/09/2019 12h21

“Os únicos casos registrados pela história em que as massas escaparam da pobreza extrema foram aqueles em que as massas tiveram… livre comércio em larga escala.”
M. Friedman

“O meu país é livre!”

Hoje milhares de pessoas podem sussurar essas palavras ao redor do planeta. Menos aqui em Angola, uma nação que exportou cerca de 30% de todos os escravos da África.

Infelizmente nunca saberemos quantos Thomas Edisons, Marie Cures ou Bachs foram oprimidos por governos coercitivos ou políticas que restringiam a liberdade econômica.

Eu e você nunca saberemos quantos angolanos foram impedidos de desenvolver seu país através de seus talentos para uma nação avançada com qualidade de vida, uma agricultura moderna e empresas inovadoras.

Para piorar, hoje os agricultores angolanos enfrentam uma ação devastadora na sua atividade. É o subsídio na agricultura dos países ricos e a “ajuda humanitária” oferecida, ambos com um efeito de longo prazo de fazer o oposto do pretendido.

O excesso de produtos agrícolas, principalmente da Europa, do leite ao trigo, é doado ou na maioria dos casos é vendido a países africanos por um preço extremamente baixo, possibilitado pelos altos subsídios.

Os preços costumam ser tão baixos que impossibilitam que os agricultores angolanos compitam, expulsando os próprios agricultores do mercado e destruindo os já escassos rendimentos.

Os subsídios destes países ricos é uma verdadeira barreira aos alimentos produzidos pelos agricultores destes países em desenvolvimento, impedindo que um agricultor da África use suas habilidades e negocie sua safra nos mercados de forma justa.

Percebe-se claramente que este tipo de ajuda não é eficaz para aliviar a pobreza. É preciso entender que somente o desenvolvimento econômico pode proporcionar a transformação significativa e de longo prazo necessária para aqueles que vivem na pobreza.

A solução é simples: que os países ricos abram os seus mercados para os produtos agrícolas destes países pobres. Ao permitir que os agricultores angolanos empreguem seus talentos e negociem os frutos de seu trabalho nos mercados globais, faremos mais do que legitimar um mercado justo.

Estaremos eliminando a extrema pobreza de Angola.

Antônio Cabrera Mano Filho é um veterinário e político brasileiro. Antônio foi ministro da Agricultura no governo Fernando Collor, entre 3 de abril de 1990 a 2 de outubro de 1992.