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Opinião: Caso da COAF com ex-assessor de Bolsonaro quebra narrativa petista

O presidente eleito Jair Bolsonaro nem assumiu e já tem um pepino no colo: movimentações atípicas detectadas

11/12/2018 13h42

O presidente eleito Jair Bolsonaro nem assumiu e já tem um pepino no colo: movimentações atípicas detectadas pela COAF na conta um ex-assessor de um de seus filhos deixaram até quem votou 17 nas urnas este ano com uma pulga atrás da orelha.

Isso porque, segundo relatório divulgado pela imprensa, um ex-motorista de Flávio Bolsonaro, que foi eleito senador, movimentou mais de R$ 1 milhão em sua conta em apenas um ano, tendo recebido valores de outros assessores do próprio Flávio, além de sacar cerca de R$ 300 mil em um caixa eletrônico dentro da ALERJ.

A coisa ficou ainda mais estranha hoje com a divulgação na imprensa de uma casa muito simples atribuída à Fabrício Queiroz, o ex-assessor mencionado acima, tão simples que não parece pertencer a alguém que movimentou mais de seis zeros na conta em apenas um ano.

Embora ainda é muito cedo para afirmar algo. Fato. Até os filhos do presidente eleito defenderam que se investigue Fabrício Queiroz. Nada disso impediu que o caso já fosse explorado politicamente por petistas, psolistas, comunistas e até Renan Calheiros, que ameaça levar Flávio Bolsonaro para o Conselho de Ética do Senado no começo de 2019.

Mas um detalhe passa despercebido nessa história toda: foi a Lava Jato que chegou até essas contas. O relatório da COAF foi feito como desdobramento da Lava Jato carioca, que investigava assessores de toda a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Sim, aquela operação “golpista” e “parcial”, de “monstros” como Sergio Moro e Marcelo Bretas, que conspirou contra Dilma e Lula, etc, agora é responsável pela primeira chacoalhada no governo Bolsonaro – que nem começou ainda.

É mais uma quebra de narrativa petista. Se tentaram usar a ida do ex-juiz federal Sergio Moro pra o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro para atacar a Lava Jato, foi a própria Lava Jato que encontrou movimentações suspeitas nas contas de um ex-assessor do filho do Bolsonaro.

Primeiro acaba com a ideia espalhada por petistas de que a operação é parcial; segundo que acaba com a ideia de que Moro no governo é a prova de que a Lava Jato é uma conspiração contra as esquerdas.

O Brasil verde e amarelo que foi às ruas defender a Lava Jato tem que se dar ao respeito e não deixar a turma que defende aqueles bandidos de Curitiba se acharem os reis da cocada preta agora.

E que a Lava Jato continua seu trabalho de investigar e combater a corrupção sem distinguir ninguém.

Coordenador de comunicações do MBL, também conhecido como diretor de memes, desde fevereiro de 2015. Redator do MBL News.