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Missão BR-319, dia 1: Caminhão quebrado, morte na estrada, e atraso

Como noticiado anteriormente, o início da caminhada dos amazonenses pela BR-319, seria às 17h do dia 10

13/08/2019 18h16

Como noticiado anteriormente, o início da caminhada dos amazonenses pela BR-319, seria às 17h do dia 10 de agosto partindo de Humaitá. Nesta data, o caminhão de suprimentos acabou por ainda estava em Porto Velho, juntamente com os últimos voluntários do ato defido a problemas no mesmo.

Porto Velho e Humaitá estão separadas por cerca de 200 km. O caminhão, bem mais pesado, também em razão do peso levado, demoraria mais tempo para chegar. Quando o grupo já estava em Humaitá, foi noticiado que o mesmo havia “quebrado” por volta do km 70 da estrada.

Marcelo Cavalcante, Coordenador do MBL em Humaitá, voltou ao caminhão com a provável peça (correia) que havia rompido, tendo que dirigir aproximadamente 130 km, sentido Rondônia. No caminho de retorno, Marcelo e Jhony Souza, coordenador estadual, se depararam com uma cena absolutamente triste. Poucos minutos antes, um grave acidente ocorrera. Um táxi vindo de Porto Velho, atingiu um motoqueiro parado no acostamento. O motoqueiro veio a óbito, e o motorista que o atingiu, não prestou socorro.

O empresário Marcelo Cavalcante perdeu sua mãe em um acidente nessa mesma rodovia quando criança.  São acontecimentos desta natureza, que o influenciaram a lutar pela revitalização da BR-319, ainda que este acidente em específico, tenha sido motivado por ultrapassagem negligente.

“A dor que eu senti eu não gostaria que ninguém sentisse”, disse Marcelo ao defender o ato político a respeito da rodovia. 

Ao encontrar o caminhão, constatou-se que a peça levada não era compatível com o veículo. Alguns apoiadores de Rondônia sabendo dessa situação, já tinham enviado um mecânico da capital para tentar colocar o veículo na estrada. Mesmo com tudo isso, ainda não tinham a correia própria para o caminhão.

Os coordenadores do MBL tiveram que ir para Porto Velho em busca dessa peça. Já passava das 9 h da noite. Quem já andou pela BR-319 sabe que a escuridão é total, e muitas vezes, a única luz é a dos faróis dos carros. Nada conseguiram na cidade, então voltaram para o caminhão, até para dar assistências às pessoas que estavam nele. Jhony voltou para Humaitá, e Marcelo ficou para comprar a peça em Porto Velho, e levar o caminhão até o local da saída também em Humaitá.

Com tudo isso, a saída teve um atraso de aproximadamente um dia. Mas tudo deu certo, o caminhão chegou em Humaitá, e o grupo deu início a sua longa caminhada.