fbpx
Sem Categoria
Futuro Ministro? Luiz Philippe de Orléans e Bragança concede entrevista exclusiva ao MBL News

Por Renato Battista Entrevistei nesta semana Luiz Philippe de Orléans e Bragança, cientista político, empresário e agora

02/11/2018 16h45

Por Renato Battista

Entrevistei nesta semana Luiz Philippe de Orléans e Bragança, cientista político, empresário e agora deputado federal eleito pelo PSL em São Paulo com 118.457 votos. Luiz Philippe também é conhecido por ser membro da família imperial brasileira e por ter lançado o livro “Por que o Brasil é um país atrasado?”. Além de ser cientista político, entrevistei Luiz Philippe, especialmente por ele estar sendo citado em alguns jornais como possível Ministro das Relações Exteriores do governo de Jair Messias Bolsonaro. Abordei alguns temas ligados às relações internacionais, a uma nova Constituição e a suas bandeiras como deputado federal eleito.

Sobre a especulação para assumir o Ministério das Relações Exteriores, o deputado disse que não foi convidado para assumir a pasta, mas que sua missão como parlamentar e cidadão pode ajudar o governo neste aspecto. Defendeu que o equilíbrio fiscal deve ser feito com reforma da previdência, corte de gastos e privatizações.

A respeito de política internacional, o deputado federal eleito defende que o Brasil deve liderar uma política junto com a Colômbia e o México para criar uma transição pacífica para o regime de Maduro, além de um controle de imigração nas fronteiras. Ele também defendeu a mudança da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

Conversamos sobre a possibilidade de uma nova Constituição, Luiz Philippe já está escrevendo uma e pretende publicá-la em forma de livro para abrir o debate; ele também defendeu a ideia do General Mourão de um modelo propositivo de uma nova Carta Magna que não passe por constituinte.

A conversa na íntegra você pode acompanhar abaixo:

Deputado, primeiro parabéns pela eleição. Quais serão seus primeiros projetos como deputado federal?

Propostas de campanha: transparência tributária, recall de mandato, voto distrital, referendo automático quando há aumento de impostos, eleição de retenção para cargos nomeados, pacote de leis para empreendedor e desburocratização.

Quais as medidas você acredita serem essenciais para o início do governo Bolsonaro?

Equilíbrio fiscal que envolve reformas da previdência, corte de gastos e privatizações. 

O seu nome é cotado para o Ministério das Relações Exteriores. Como vê essa possível oportunidade?

Não fui convidado para MRE.  Acredito que minha missão como parlamentar ou mesmo cidadão possa ajudar nesse aspecto também. 

O senhor acredita que o Brasil deve tomar alguma medida contra o regime ditatorial de Maduro?

Como cidadão afirmo que o Brasil precisa liderar uma política junto com a Colômbia e talvez México para resolver o problema do Maduro.  Resolver o problema não significa absorver refugiados, mas sim criar uma transição pacífica para o regime do Maduro.

Você foi um grande crítico da nova lei de imigração. Pretende muda-la? Se sim, em quais pontos?

Absolutamente, precisamos de limites e controles de fronteira para proteger nossos cidadãos. 

Acredita que o governo Bolsonaro cumprirá a promessa de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém? Quais seriam os custos políticos e comerciais dessa medida?

Os custos estão mais associados às reações comerciais dos parceiros da região.  Tem de se medir os impactos e disso estimar custo de oportunidade mais que custos financeiros de estabelecer uma operação.  Independente disso é uma medida positiva como sinalização de mudança na política externa e interna.

Você também é um grande crítico da Agenda 2030 da ONU. Há algo a ser feito contra essa Agenda?

Temos de desarmar qualquer propositura que limite nossas opções.  Mesmo que de maneira sugestiva. Quem dita o que fazer em São Paulo é o paulistano.

Você estava escrevendo uma nova Constituição. O que pretende fazer quando acabar?

Publica-la como se fosse um livro e iniciar um debate.  Esse é o caminho mais democrático.  Depender de constituinte não é o caminho.

O vice-presidente Mourão afirmou que “uma constituição não precisa ser feita por eleitos do povo”. Defendendo um modelo propositivo de uma nova Carta Magna que não passe por constituinte. O senhor, como crítico contumaz da constituição de 88, acha que esse modelo seria apropriado para propormos um novo acordo constitucional? E existe espaço no governo Bolsonaro para tal proposição?

Sim esse é o caminho.  Sem constituinte, engajamento direto com a sociedade e depois um referendo. Isso não foi discutido com o governo Bolsonaro, pois é de iniciativa do congresso e vem do ativismo que venho conduzindo há quatro anos.

Por que o Brasil é um país atrasado?

É atrasado relativo ao que poderíamos ser se não tivéssemos um Estado Social por tanto tempo.  Um novo arranjo de Estado é a única garantia que seremos uma grande nação. Talvez até maior que nossas expectativas.

24 anos, formado em Relações Internacionais (ESPM) pós-graduado em Ciência Política (FESPSP) e mestrando em Gestão e Políticas Públicas (FGV).