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Política Internacional
Agostinho Neto, o homem que prometeu acabar com o cristianismo na Angola

Ameaças a pandas causam mais emoção do que à perseguição dos cristãos em países como Angola

20/09/2019 12h46

“O que eu faço você não compreende agora, mas vai entender depois.”
Jó 13:7

Vinte anos atrás, a revista The Economist o chamou a África de “Continente Sem Esperança”. Até hoje, histórias de pobreza, doenças, estados ditatoriais e corrupção frequentemente geram sentimentos de fatalismo ou exasperação.

Na África, o socialismo foi implementado através do aparato estatal de partido único. O Estado teria tudo e direcionaria a atividade econômica. A experiência socialista da África começou em Gana, a primeira colônia africana a ganhar a independência em 1957.

Kwame Nkrumah, o homem que muitos consideram o “pai do socialismo africano”, buscou “a propriedade completa da economia pelo estado”. Seguindo o exemplo de Gana, Ahmed Sekou Touré da Guiné em 1958, Modibo Keita do Mali e Leopold Sedar Senghor do Senegal em 1960, Kenneth Kaunda da Zâmbia em 1964.

Em 1975 Agostinho Neto implantava um cruel regime marxista em Angola. E pouco antes de morrer, em Moscou, ele ameaçou: “Pois eu digo que dentro de 50 anos não haverá cristão em Angola”. Mas Deus muda os planos dos homens, como mostra esta foto.

O Estado ainda tenta restringir a liberdade religiosa em Angola, exigindo que cada igreja tenha pela menos 100 mil membros com firma reconhecida em cartório. Isto acabou desencadeando uma campanha intitulada “Pelo Direito de ser Igreja em Angola”.

Mas a ironia é que nesta semana (17/9) se comemorou o “Dia do Herói Nacional”, uma comemoração em memória de Agostinho Neto (data de seu nascimento).

E nesta semana que lembra o homem que prometeu acabar com o cristianismo, a Sociedade Bíblica de Angola mostra que Deus tem planos diferentes dos homens. Esta foto mostra o lançamento do Novo Testamento em Nkumbi, uma língua angolana do interior.

Nada é mais vibrante em uma religião do que os seus textos serem traduzidos na língua nativa, pois a língua que fala ao coração é a língua materna.

Geralmente as ameaças aos pandas causam mais emoção do que ameaças à perseguição dos cristãos em países como Angola. Agostinho Neto pode ter feito planos para Angola. Os Nkumbi são uma prova viva e de grande emoção que Deus tem outros planos para o povo angolano.

Professor de filosofia e diretor de jornalismo do MBL. Entusiasta da filosofia, [geo]política, economia e literatura.