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Veja a opinião de parlamentares cearenses sobre a Nova Previdência

Declarações em redes sociais demonstram relutância em relação ao texto original

15/03/2019 19h00

A Reforma da Previdência proposta pelo Governo está entrando em fase decisiva, uma vez que teve início na última quarta-feira (13) os debates e tramitações em torno do texto da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara dos Deputados.

Conforme a expectativa pela discussão na CCJ cresce, muitos parlamentares cearenses começam a opinar publicamente sobre a nova previdência, principalmente nas redes sociais.

O deputado federal Denis Bezerra, eleito pelo PSB, partido que faz parte de um bloco de oposição que ainda inclui o PT e o PSOL, não se posicionou totalmente contra a reforma, mas afirmou serem necessários diálogos com a população para que se estabeleça um equilíbrio entre a estabilidade econômica e a seguridade social.

“Há pontos na proposta apresentada pelo Governo que pesam mais para o trabalhador. Por isso, o debate com a sociedade deve ser o mais amplo possível para ajustar esses pontos da melhor forma”, afirmou o deputado cearense em uma rede social.

O parlamentar Pedro Bezerra (PTB), realizou uma declaração mais oposicionista, ao afirmar, através de rede social, que irá questionar a proposta entregue pelo Governo “até a exaustão, se for necessário”. O deputado deve focar seus questionamentos nas mudanças propostas no Benefício de Prestação Continuada e na aposentadorias de professores e policiais, pontos em que ele mais discorda do texto.

Pode se observar, entre a maioria dos deputados cearenses, uma relutância em relação ao texto original da reforma, e o consenso de que existem pontos que devem ser revistos. É interessante notar que, mesmo nos partidos que fazem parte de blocos de oposição, não há a predominância da posição de ser totalmente contra a nova previdência, mas sim de que o texto deve ser mais equilibrado e promover mais veementemente o bem-estar social.

É o caso do posicionamento do deputado Eduardo Bismarck, guiado pelo parecer do PDT, que afirma: “O nosso desafio é garantir a aposentadoria digna para todos, sem deixar que a conta fique mais cara para os mais pobres. Precisamos traçar uma estratégia que coloque o Estado como promotor do bem-estar social, e os setores privados em parceria com o Governo para auxiliar a construção de um sistema universal igualitário, financeiramente equilibrado e sustentável a longo prazo”.

O posicionamento da oposição cearense não é o ideal para o Governo, que almeja aprovar o texto em sua integridade. No entanto, o fato dessa oposição estar disposta a debater certos pontos da proposta, (exceto os parlamentares do PT, que já se posicionaram de forma irracional totalmente contra a reforma), deve ser vista com bons olhos pelos mediadores da proposta do governo na câmara.