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Brasília
UnB recebe mais militâncias partidárias

Evento conhecido como “Abraço à UnB” acabou por se tornar manifestação esquerdista

11/05/2019 22h02

Reportagem: Jonas Fernandes

Revisão: Kdu Sena

A Universidade de Brasília (UnB) recebeu, nessa terça-feira (7), comitiva esquerdista composta por líderes de movimentos sociais e partidários. O evento, que a princípio era chamado de “Abraço à UnB”, se revelou uma manifestação partidária.

Dentre os figurões estavam os deputados federais Gleisi Hoffmann (PT), Erika Kokay (PT), Marcelo Freixo (PSOL), Maria do Rosário (PT), os distritais  Fábio Félix (PSOL), Leandro Grass (REDE), Chico Vigilante (PT); entre outros. A maioria das críticas se dirigiam às medidas de corte de orçamento das universidades e ao governo Bolsonaro.

Em seu momento de fala, a defensora da Ditadura venezuelana Gleisi Hoffmann bradou: “Tem gente que se elege pra governar, tem gente que se elege pra destruir, Bolsonaro se elegeu pra destruir […] Eu lembro que Lula dizia o seguinte: a fome tem que ser um objeto de política pública, não é possível um país rico como o Brasil as pessoas morrerem de fome, hoje nós temos de novo 15 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria, pessoas que comem uma vez por dia, uma vez a cada 2 dias, um país que produz tudo isso, um país que nós tínhamos conseguido avançar […]”. O dado citado por Gleisi foi divulgado pelo IBGE em 2018, que também calculou que o Brasil precisaria gastar R$ 10,2 bilhões por mês para erradicar a pobreza e R$ 1,2 bilhão para acabar com a extrema pobreza.

No fim do evento, os participantes do evento se uniram para fazer um abraço coletivo. A manifestação ocorreu enquanto o Ministro da Educação abordava o tema do contingenciamento de gastos universitários no Senado Federal.

Enquanto a esquerda faz manifestações contra as reduções orçamentárias e contra o governo, o MBL se mobiliza constantemente pela aprovação da Reforma da Previdência. A previdência social está avaliada, apenas este ano, em R$ 721,22 bilhões, custando praticamente o triplo do que se gasta com saúde, educação e segurança. De acordo com o Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, a reforma poderá economizar R$ 1,3 trilhão aos cofres nacionais.

Fonte: G1, Metrópoles, Portal da Transparência e IBGE.

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