fbpx
Brasília
Subsecretário é exonerado após suspeita de desvios

Após dois meses de serviço na Sedest, o governador o afastou do cargo

11/03/2019 20h38

Revisão: Kdu Sena 

O subsecretário da Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Social (Sedest), Ruither Jacques Sanfilippo, foi exonerado hoje (11) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). O histórico de Ruither não passa segurança: teve nome mencionado em CPI, foi alvo de investigação policial e também condenado pelo TCDF. O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC-DF) contestou a sua indicação ao cargo. 

O ex-subsecretário ocupou funções na Sedest durante os governos de José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT). Ruither foi investivado na Operação Hofini, que apurou desvios de dinheiro público envolvendo a Secretaria. Em 2008, teve seu nome na CPI dos Cemitérios, que averiguou um esquema de extorsão na liberação de licenças provisórias para o funcionamento de cemitérios. 

O MPC-DF alegou que Ruither não poderia ter sido nomeado ao cargo, uma vez que ia contra a Lei da Ficha Limpa. Declarou o órgão: “Inelegível para qualquer cargo público, conforme a Lei da Ficha Limpa (LC no 135/2010)”. Processos contra o ex-gestor no TCDF serviram como base para o MPC formular sua contestação. 

O órgão cita dois processos do TCDF para justificar seu posicionamento: 

  • No primeiro, de 2009, Sanfilippo foi condenado a pagar multa de R$ 3 mil por irregularidades na prestação de contas Fundo de Assistência Social do DF (FAS/DF).  
  • No segundo, de 2014, teve teor parecido, mas consequência maior, pois foi determinado que o gestor recolhesse, em débito solidário, R$ 109 mil. Na ocasião, o TCDF considerou o gestor responsável por provocar danos ao erário, por irregularidades constatadas em convênio com o Ministério da Integração Social. A Corte destacou a compra de bens e equipamentos inúteis e a ausência de qualquer tipo de prestação de contas. 

Procurado, Sanfilippo não quis dar melhores esclarecimentos e disse apenas que a decisão de sair partiu dele. A Sedest também foi procurada, mas até a publicação desta reportagem não havia se manifestado. 

A representação de 13 de fevereiro do MPC-DF contestou também as nomeações do ex-distrital Wellington Luiz (MDB) para a direção da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), e do ex-diretor do DER Luiz Carlos Tanezini, para a diretoria técnica da Companhia do Metropolitano (Metrô-DF). Ambos permanecem em seus cargos. 

Fonte: Metrópoles