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Educação
Polícia Civil realiza estudo para gestão em escolas públicas no DF

Corporação afirma que recebeu sinal positivo do governo para medida

26/02/2019 13h00

Revisão: Kdu Sena

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que iniciará nesta semana estudos para gerir uma escola pública no Distrito Federal. O diretor-geral da corporação, Robson Cândido, disse que o governador Ibaneis Rocha (MDB), nesta segunda-feira (25), deu sinal verde para a iniciativa.

O modelo é inspirado nos quatro colégios do DF que iniciaram o ano letivo sob a administração e disciplina da Polícia Militar, enquanto a Secretaria de Educação fica encarregada pela parte pedagógica. Segundo Cândido, o espaço deverá atender, além da comunidade, filhos dos servidores da PCDF.

A medida faz parte de programa piloto anunciado pelo governador Ibaneis (MDB) em janeiro. Caso o projeto apresente bons resultados nas quatro instituições – CED 7 de Ceilândia, CED 1 da Estrutural, CED 308 do Recanto das Emas e CED 3 de Sobradinho –, a ideia pode ser incorporada em outras 36 unidades do DF. Mas para a expansão do projeto, o Executivo precisa aprovar o projeto de lei que será enviado para o Legislativo em breve.

“É uma demanda antiga nossa. Outras forças de segurança já têm colégios. Após os estudos e aprovação do GDF, daremos início à implementação”, disse o diretor-geral da Polícia Civil.

De acordo com Cândido, ainda não há uma data prevista para o início da gestão. Os estudos, já autorizados pelo secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, serão coordenados pela direção-geral da PCDF e terá apoio na medida da pasta de Educação. O diretor-geral apontou ainda que um dos locais possíveis para abrigar a escola é a antiga academia da Polícia Civil, em Taguatinga. O edifício, hoje, está desocupado.

Ainda sobre a medida, ela estabelece que, com o auxílio de um aplicativo de celular, os pais possam ter acesso ao que os alunos realizaram durante o período de aulas.

Além do monitoramento por meio da ferramenta, também estão previstas as seguintes medidas:

  • Estudantes deverão usar um uniforme diferente, que será distribuído de forma gratuita.
  • Meninos terão que usar cabelo curto; meninas, coque;
  • Cada escola vai receber de 20 a 25 militares – PMs ou bombeiros que estão na reserva ou sob restrição médica.
  • Os policiais vão dar aulas, no contraturno, de música, ética e cidadania.

Nesse novo modelo, os estudantes continuarão sendo avaliados com base nas notas das disciplinas da grade curricular, mas o comportamento dentro das instituições também será importante na avaliação dos alunos.

Fonte: G1

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.