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Pastor e candidata a deputada distrital são acusados de liderar invasões no DF

Um grupo formado por traficantes, um pastor evangélico e por Iara Fernandes, ex-candidata a deputada distrital pelo Partido Social Cristão (PSC), são acusados de liderar invasões em áreas públicas.

28/01/2019 08h15

Um grupo formado por traficantes, um pastor evangélico e por Iara Fernandes, ex-candidata a deputada distrital pelo Partido Social Cristão (PSC), são acusados de liderar invasões em áreas públicas, em Planaltina e Paranoá. No dia 25, a Polícia Civil realizou a Operação Terra Limpa e prendeu 19 suspeitos. A candidata Iara Fernandes de Oliveira que teve 252 votos em outubro, estava entre os detidos. Eles serão indiciados por parcelamento de solo urbano, ocupação irregular do solo, crimes ambientais e associação e organização criminosa. Cada um pode pegar uma pena de um a cinco anos de prisão. Apontado como maior incentivador das ocupações, o líder religioso escapou da cadeia, mas continuará sendo investigado.

As ocupações aconteciam com barracos sendo erguidos de madrugada e placas com nomes de ruas para passar um aspecto de legalidade, existia até o Residencial Ibaneis Rocha, em homenagem ao novo governador do DF. A segurança era feita por traficantes locais, que comunicavam entre si em aplicativos de mensagens e colocavam fogo no barraco das pessoas que não pagava pela área invadida e não queria sair do local.

O delegado Victor Dan, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), declarou ao Correio Braziliense: “São líderes comunitários que faziam parte de uma organização armada, que incentiva invasões diariamente no Distrito Federal. Uma dessas pessoas inclusive foi candidata a deputada distrital nas últimas eleições e quase gerou um motim na delegacia de Planaltina, de pessoas que estavam planejando fazer o seu resgate. Mas descobrimos isso antes e evitamos o pior”.

Durante a operação, foram encontrados papéis com lista de nomes e pagamentos realizados sobre as áreas invadidas, cada terreno era vendido por R$ 7 mil, podendo ser dividido em até 10 vezes. No dia 25, mesmo dia da operação policial, foram derrubadas as primeiras casas, com apoio da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), que acompanhou a ação.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.