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O Secretário de Mobilidade diz que rombo do passe livre chega a R$400 milhões

Para o governador, a solução é limitar a gratuidade para estudantes.

11/02/2019 19h37

O sistema de passagens do transporte público em Brasília entrou, em 2019, com um déficit de R$400 milhões. Foi o que afirmou Valter Casimiro, o secretário de Mobilidade do Distrito Federal, em uma entrevista ao programa CB.Poder (Correio Braziliense/TV Brasília). Segundo o secretário, apenas os subsídios que mantém a catraca livre para estudantes chegam a R$300 milhões.

É por causa disso que a “reforma do passe livre” é tão importante para a estabilidade econômica do governo.

Na última semana, o Governador Ibaneis Rocha (MDB) enviou um projeto de lei que regula o benefício à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), modificando as suas normas. As novas regras envolverão a limitação de trajetos e horários para poder usufruir do privilégio, a fim de atender apenas a necessidade do deslocamento entre casa e escola dos estudantes. O Secretário Casimiro, entretanto, transpareceu ser pessoalmente contra as limitações, mas ciente da real necessidade: “Queria ter passe livre para todo trabalhador com renda de até 4 salários mínimos, mas não é possível.”

Apesar do déficit, o solo político não está 100% fértil para a proposta de Ibaneis. Um dia após enviar o PL que regula o passe livre, o governador comentou sobre outro projeto, mas desta vez de ampliar o passe livre, o declarando inconstitucional. Esse outro projeto é do deputado Fábio Félix (PSOL), líder da oposição na CLDF. De acordo com o parlamentar, “O acesso à cultura, ao lazer, ao espaço escolar nos fins de semana é muito importante, e configura direitos sociais da juventude”.

Informações: Metrópoles e Correio Braziliense