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Análise Econômica
Novo programa de crédito do BRB pode virar bolha imobiliária

Os programas foram anunciados semana passada no Palácio do Buriti.

12/02/2019 16h37

Na última sexta-feira (08/02), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o diretor-presidente do Banco Real de Brasília, Paulo Henrique Costa, lançaram um pacote de financiamento cujo objetivo é a fomentação da economia. As medidas envolvem a concessão de crédito imobiliário a pessoas físicas e jurídicas, com liberação de empréstimos consignados a servidores que têm mais de 50% da renda mensal comprometida.

Em discurso, Ibaneis disse que queria “destravar a economia da cidade, colocando primeiramente os servidores que estão endividados em condições de consumir, de viver com mais tranquilidade”. Segundo o Correio Braziliense, 8,9 mil servidores se encaixam nos critérios apontados pelo programa. Em outras palavras, o governador deseja injetar dinheiro no mercado imobiliário, facilitando financiamentos e liberando crédito.

O programa começa a valer a partir de hoje (12), disponibilizando aos correntistas do BRB financiamentos e consultorias.

Medidas como essa já são bem conhecidas pela população. Os planos de concessão de crédito imobiliário foram uma forte marca da era petista e também os maiores culpados por “inchar” a bolha imobiliária brasileira. O programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, funciona basicamente assim. Nele, o governo fica responsável por pagar uma grande parcela do valor do imóvel, e a população com renda de até R$1.800,00 paga o financiamento a juros baixos em até 10 anos.

Medidas keynesianas (que sugerem a intervenção do estado na economia) como essa causaram uma forte oscilação no mercado, sendo consideradas por uns uma bolha, e por outros uma simples mudança de valores. De uma forma ou de outra, o governo interferiu na economia, e como de praxe causou uma crise, principalmente pelo fato de que taxa de produtividade não acompanhou a dos empréstimos e consumo.