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Investigações Especiais
MBL coleta assinaturas para CPI do Mais Médicos

Os coordenadores do MBL colhem assinaturas de deputados para abertura de CPI para o programa “Mais Médicos”.

06/02/2019 14h21

Os coordenadores do MBL em Brasília, Gabryel Rios e Luiz Eduardo, realizaram no dia de ontem (05/02) na Câmara dos Deputados um trabalho pró-ativo no sentido de colher assinaturas, mínimo de 171, com o intuito de promover abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a temática do programa “Mais Médicos”.

O programa foi exposto pelo governo bolsonaro como nocivo aos trabalhadores cubanos, e economia nacional, em uma sistemática de trabalho análogo ao da escravidão. O programa visava encaminhar médicos cubanos, sob o julgo do Estado Castrista, sem que os mesmos pudessem trazer suas famílias e/ou constituir laços sociais com o Brasil, além de outros abusos cometidos por este programa.

A percepção pecuniária (salários recebidos) a estes médicos cubanos girava em torno de 30% do total disposto pelo Governo Federal em contrapartida ao trabalho realizado. Os 70% restantes, em média, previstos no orçamento para pagamento dos médicos cubanos, financiou a Ditadura Castrista. A maioria dos médicos cubanos sofreram pressões e ameaças de seu governo no sentido de proibições intoleráveis ante as liberdades garantidas pelo Brasil e Direitos Humanos.

O governo bolsonaro atacou a questão de maneira implacável, mesmo antes de assumir a presidência. A reposição por médicos brasileiros está perto da totalidade e as regiões do chamado “Brasil Profundo” (regiões brasileiras mais afastadas de centros urbanos) estão recebendo médicos nacionais e, caso necessário, médicos estrangeiros com a autorização do exercício da profissão pelo “Revalida”.

A proposta partiu do deputado Jerônimo Goergen (PP) para que o programa e seus gestores sejam apurados em suas minúcias e as pessoas envolvidas em irregularidades sejam responsabilizadas pelos atos ilícitos de alinhamento ao financiamento impróprio de regimes autoritários, com recursos federais, e promoção do trabalho escravo sob a justificativa de ausência de médicos, que se provou não verídico com atuação do Governo Federal.

O MBL conseguiu no dia de ontem (05/02) 40 assinaturas das 171 necessárias para abertura da CPI e continuará o trabalho incansável e implacável no sentido de que a investigação parlamentar, com o Congresso renovado, ganhe o destaque necessário para o deslinde e punição aos mal feitos dos governos anteriores. A previsão dos coordenadores é de conquistar todas as assinaturas até o final desta semana.

CPI
Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.