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Brasília
Ibaneis estuda decretar estado de calamidade pública em Vicente Pires

Objetivo é buscar formas de concluir obras que estão em andamento

12/03/2019 10h38

Revisão: Kdu Sena

O governador Ibaneis Rocha (MDB) analisa a possibilidade de decretar estado de calamidade pública na cidade de Vicente Pires. A região administrativa de Vicente Pires passa por situação delicada em razão das fortes chuvas, agravada pelas obras de infraestrutura em andamento no local.

“A situação é grave. Não é mais possível prorrogar esse problema. Os moradores e comerciantes de Vicente Pires merecem viver com dignidade. É isso que vamos fazer: buscar legalmente uma forma de acabar com o estado de calamidade em que vive aquela comunidade e cuidar da cidade”, comentou o governador.

Os secretários Izídio Santos e André Clemente, de Obras e da Fazenda, respectivamente, estiveram em reunião nessa quinta-feira (7) no Tribunal de Contas do DF (TCDF) para tratar dos contratos de obras de infraestrutura em Vicente Pires. De acordo com levantamento do GDF, alguns contratos necessitam de ajustes técnicos e precisam de aditivos que podem ultrapassar o limite legal permitido.

Posto o estado de calamidade, cada um dos 11 contratos será readequado. Conforme destacou o secretário de Obras, cada caso é um caso. “Há um contrato que tem zero de execução, outros com 4%, 80%. Há pelo menos um caso [em] que será preciso fazer nova licitação”, diz Izídio.

Uma comissão formada por técnicos da Secretaria de Obras fará um relatório dos 11 lotes da cidade com contratos em andamento. Entre esses, a Secretaria de Obras já identificou que alguns já chegaram ao limite legal permitido de aditivo.

O governador também aguarda o resultado do relatório para pedir a instalação de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) à Secretaria de Obras, para apurar responsabilidades.

O projeto básico das obras de infraestrutura de Vicente Pires é de 2011 e começou a ser executado anos depois, o que causou uma defasagem do projeto original, pois a população já havia aumentado e, consequentemente, a cidade também. Além disso, a falta de planejamento de execução, com muitas obras que começaram no tempo errado – em época de chuva- e foram destruídas, causou a necessidade de vários ajustes técnicos para adequação do projeto, o que ocasionou essa situação de limite de aditivos.

“Faltou planejamento do governo anterior, que começou a executar o projeto que já estava fora da realidade da cidade. Com isso, recorreu a aditivos e chegamos hoje a esta situação de calamidade”, ressaltou o governador.

Fonte: Metrópoles

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.