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Análise Econômica
Guedes irá colocar militares na reforma da Previdência, mas não via PEC

Paulo Guedes assegurou que incluirá os militares na reforma da previdência junto com todos os brasileiros.

07/02/2019 15h58

O ministro da Economia, Paulo Guedes, assegurou, nesta quinta-feira (07/02), que incluirá os militares na reforma da previdência junto com todos os brasileiros. Para tanto é preciso, segundo o ministro, que o governo garanta, junto ao congresso, uma sincronia na aprovação das medidas para que as diferentes categorias tenham seus regimes de Previdência alterados ao mesmo tempo.

Após um café da manhã com investidores em um hotel de Brasília o ministro prestou a seguinte declaração: “A legislação que trata da previdência dos militares é diferente e não está na Constituição. Os militares vão conosco na reforma, mas não na Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Temos que garantir a sincronização para que o Congresso não aprove uma e deixe de aprovar outra“.

No sentido de defender os militares, Guedes destacou que a classe não possui uma série de direitos que são assegurados aos trabalhadores da iniciativa privada e apontou que a categoria já cedeu muito durante os últimos anos: “Os militares são patriotas e alegam, com razão, que foram deixados para trás“, destacou.

Questionado sobre a viabilidade do projeto no plano político, Guedes se ente otimista com a condução de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre para a pauta e andamento do projeto e destacou o apoio dos governadores: “Estamos confiantes de que a reforma será aprovada por várias razões. Temos o apoio dos prefeitos e governadores”, disse.

No tocante a categorias mais privilegiadas do serviço público, Guedes destaca: “Toda vez que se fala em reforma, corporações privilegiadas que englobam de cinco a sete milhões de pessoas tentam impedi-la”. “Na reforma, pagará mais quem ganhar mais. Estamos reduzindo os privilégios. Os políticos vão se aposentar igualzinho aos outros trabalhadores“.

A posição ficou clara na auspiciosa proposta de Paulo Guedes em relação à alteração do sistema previdenciário contributivo para o de capitalização. Segundo o ministro não se sustenta a tese de que os jovens paguem pela aposentadoria dos mais velhos no país. “O atual sistema é moralmente injusto e economicamente ineficiente. Já o sistema de capitalização vai acelerar o crescimento da economia e democratizar a formação de poupança no País“, afirmou.

A proposta ainda não está fechada e precisa das credenciais do presidente Jair Bolsonaro. Contudo existe uma expectativa de poucos cortes, ou nenhum, na perspectiva de Guedes e da equipe econômica. “O presidente está se recuperando e ele é quem baterá o martelo Ele é que decidirá o que é bom e o que não é bom na proposta“, destacou o ministro.

Informações: Jovem Pan.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.