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Congresso Nacional
Davi Alcolumbre eleito – a pressão popular funciona

O Brasil respira mais aliviado. Em clima de final de copa do mundo, em tempos de maior

02/02/2019 18h33

O Brasil respira mais aliviado. Em clima de final de copa do mundo, em tempos de maior alienação social, os brasileiros acompanharam durante dois dias, sem perder o furo ou a cobrança, a eleição do Senado e Câmara. Muitos se questionam, ainda, sobre tamanha inclusão social do cidadão no debate e palanque público. Muito ainda predizem que tempos de sangue virão. Outros, mais aguerridos, acreditam na metonímia de que o velho assegura uma democracia.

O entendimento, por óbvio, é mais simples. Não vence Alcolumbre. Não perde o país. Ninguém ainda ganha nada! Em uma retrospectiva geral das eleições pode-se tirar muitas conclusões. O cidadão foi incluído no debate público e foi central para ação de seus representantes. Sob a égide de um país melhor e alinhado com o resultado das urnas em aproximação ao efeito bolsonarista (pauta de Guedes e Moro), os candidatos mais alinhados a esta pauta (conservadora nos costumes, liberal na economia e de não integrante da dita velha política) foram preferência dos representantes. Qual seria a motivação? Renovação de mandato? Resposta indispensável à sociedade? Pode ser usar a conjectura que couber. O fato é: as coisas mudaram. Não existe outro cenário para o momento.

Em um clima mais de comício e pensamento nas cadeiras da Câmara o pleito correu em uma urbanidade esperada e o protagonista foi de Rodrigo Maia que se comprometeu a realizar alinhamento para esta mudança. Preocupante pela forma que o deputado se porta e, para tanto, deve-se ser dirigente na cobrança da entrega por ele.

Já no lado do Senado, foram dois dias de intensas atrapalhadas, bananadas, insanidades, brigas e as mais bizarras práticas que já se viu na história brasileira da política nacional.

Não a toa que um dos protagonistas pediu amparo, acatado em hora “oportuna” (na madrugada), a outro poder e foi atendimento com todo seu resplendor e vergonha nacional. Renan Calheiros foi um ícone de tudo que pode se pensar e apensar sobre o conceito do “toma lá da cá” ou mesmo “deixa que eu cuido disso”. A plataforma do candidato mutante, que perpassou ao governo Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma, sem qualquer mácula e sempre no exercício da Casa senatorial com poder de decisão, ou não de pautas, era a entrega de um produto prometido e cumprido nos espúrios bastidores da história republicana.

Sai o postulante, com a dialética de ofendido e injustiçado, sem mesmo concorrer como um homem, que dera um senador, que ele mesmo propaga a honrado. E era Renan no comando de um poder que acaba hoje. Mas isso não significa que tudo vai melhorar após uma boa noite de sono. Pelo contrário! Urge a necessidade de sinalização, cobrança, a Alcolumbre para a pauta bolsonarista, no qual o país tanto precisa se coloque em prática. Agora, mais do que nunca, deve-se ser vigilante e perseguidor da entrega da promessa dos homens públicos, empregados de uma nação. A hora de reformar. De mudar. Melhorar!

O exemplo de que uma ação, como a do MBL e outros grupos, no afã incansável de cobranças, entrevistas, vistorias e constante presença no âmbito dos representantes do povo mudou algo que parecia ser imutável. É hora de cobrar de Alcolumbre um diálogo e pautas que são precisamente as que o povo precisa. Demonstrar que não é necessário ser um jacobino, como Renan, para que as coisas fluam e solucionem problemas nacionais.

Estamos sempre de olho e vamos questionar tudo.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.