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Contos nababescos de um SS-TF sem fim

As mil e uma noites da alta cúpula da realeza da Toga.

21/06/2019 21h00 - Por Cris Caiado de Acioli e Kdu Sena

Prezados(as) cidadãos brasileiros,


Eles transbordam seus cálices de vinho oriundos do barril de carvalho e se engordam com lagostas apenas pelo gosto da vaidade. A única fome verdadeira é o pecado. O saber é uma farsa. São pessoas pequenas em vestes largas. São necessários servos para lhes auxiliar no fardo de um vazio pesado.

Nesse reino, o contribuinte foi rebaixado a vassalo. Confessar a vergonha disso é um crime, aquele que a expressa é humilhado e detido onde estiver, ainda que seja na frente do povaréu; e casas são vasculhadas, tudo em plena luz do dia. A lei ditada passa por cima da lei escrita.

Os que se dizem defensores da liberdade andam desnudados e de bermudas dentro dos corredores palacianos, a sua tarefa é negociar, carregar o ouro e paparicar. São narcisistas… Quando não estão embebedados pelo vinho ou cantarolando suas desavergonhadas fanfarronices, estão tramando junto com a sua guilda do crime. Debocham dos justos e riem do destino. Armados com o cinismo, eles lambem as vestes de seus senhores e comem o próprio vômito.

Uma grande maioria não participa do festejo, mas em sepulcral silêncio assiste confortavelmente a tudo, nos salões escuros de espelhos, a peça inominada para cujo final não estão preparados.

Os destemidos amordaçados. O povo censurado. Mil de mil fogueiras queimam sem se saber quem serão queimados. E isso é justo e tipificado.

Ainda com a autoridade, os arcontes vestem suas togas sem suásticas. Eles vigiam a cidade silenciosa. O fórum máximo se tornou um palácio, uma fortaleza para a vilania, cofre de riquezas.

Eles se apropriaram da justiça e pisoteiam o País. A tirania julga, legisla e governa. Excesso de vícios e ausência de virtudes. O império da lei sucumbiu ao império do poder e da mentira.

Mas a verdade tem vida e força própria, ela se espalha mesmo no silêncio e o medo vai se rompendo. O Brasil está se libertando. Os julgadores serão julgados. Deus abençoe os libertos.


Com vergonha,


Cristiano Caiado De Acioli