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Conflito CLDF e Buriti – Suspensão de Nomeações

Cerca de 8  mil cargos para os diversos órgãos do Executivo Distrital não terão nomeação.

18/01/2019 15h00

Governador Ibaneis volta atrás em seu aceno ao funcionalismo público e suspende as nomeações de servidores. Cerca de 8  mil cargos para os diversos órgãos do Executivo Distrital não terão nomeação até que a Câmara Legislativa (CLDF) vote o pacote de medidas que o governo encaminhou no início de sua gestão.

Após ter exonerado cerca de 16,6 mil cargos comissionados pelo chamado “Decretão” e a promessa de reconstituir rapidamente com nomeações, anunciado ontem pelo governo, com a perspectiva de renovar o quadro governamental, ele retrocede e coloca um condicionante para o retorno das nomeações aceleradas, em uma crítica velada ao Legislativo.

Segundo o governador a motivação é outra. Em reportagem ao jornal Metrópoles afirma: “Estou mandando as nomeações para a Controladoria depois da nomeação. Quando volta com algum problema, os servidores são exonerados”.

No mesmo sentido, após reunião com a equipe de governo e administradores regionais declarou o governador: “Vou suspender qualquer nomeação até que esse projeto seja analisado para acabar com essa história de troca-troca de cargo. Isso no meu governo não existe”.

Insistindo na tese de que não se trata da velha política do “toma lá da cá” retorna a sua defesa: “Não sou um sujeito passível de pressão, mas sim de negociação. Estou fazendo isso para dar liberdade aos deputados. Todo mundo está dizendo que estou negociando cargos, mas não estou”

Embora o “Decretão” e a suspensão da nomeação (recontratação) tenham uma motivação nobre no mundo das ideias (enxugamento da máquina pública) no mundo real o recado que se dá é o mesmo que sempre observa na política “velha”.

Erra, portanto, o Governador neste sentido! Qualquer gestor público, com pequeno conhecimento do funcionamento da máquina, percebe que para a prática nominada “despetização” (conhecida assim pelo governo federal) seria preciso a eliminação bem estudada dos comissionados, aqueles que têm cunho e caráter ideológico e estão ali apenas por indicação de “amigos do rei”. Somando a isto, segue com a análise das tarefas realizadas e troca, por técnica, ou aproveitamento de servidores, por mérito, em cargos de confiança exonerados.

Por fim, e de fato, o governo retira todos. Tenta corrigir o erro da perda de memória administrativa recontratando. E, por fim, usa o que se chama de “gordura” para uma prática, moeda de troca política institucional, há muito conhecida pela política nacional.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.