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Análise Econômica
Com reforma da previdência aprovada, programas sociais ganharão força

A equipe econômica do governo irá vitaminar programas sociais caso a reforma da previdência seja aprovada.

07/02/2019 11h53

A equipe econômica do governo chefiada por Paulo Guedes sinaliza “vitaminar” (fazer crescer) os programas sociais. Com mais verbas a ser destinada a finalidade pública – missão governamental -, e não destinadas a área meio (pagamento de folha de servidores inativos), mais recursos ficarão disponíveis para repasses aos estados e municípios no afã de acelerar programas sociais.

Segundo assessoria do ministro, Paulo Guedes, a ideia é fortalecer os programas sociais, após a reforma, considerando que existirá verba orçamentária disponível para tanto e, adicionalmente, estimular o mercado e o emprego para que os programas e sua dependência condensada pelos governos anteriores tenham caráter transitório.

A equipe econômica deixa claro que a medida estará focada no benefício de setores da economia que estimulem o consumo e contribuam para um crescimento mais vertical. É uma estratégia governamental de política econômica. Segundo a equipe de Guedes a medida visa, também, acabar com o misticismo de que no liberalismo não se observa políticas sociais. Associado a esta fala, nos próximos dias, o governo já vai cumprir a promessa de criar o 13º salário do programa Bolsa Família, que será rebatizado como Bolsa Família Mais. A medida deve ter um custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.

A equipe trabalha em conjunto com os governadores para um alinhamento das reformas em âmbito regionalizado. A ideia é alinhar a política econômica, fazendo a reforma no âmbito dos estados e municípios, e viabilizar transferências diretas de recursos para estados e municípios que a aderirem. Em consequência, aplicam-se, de forma regionalizada, recursos federais na saúde e educação que são áreas prioritárias dos entes.

 No campo político, a equipe de Guedes afirma que, apesar de impopular, a medida vai ofertar capital político aos parlamentares em suas bases eleitorais. Em suas bases com mais recursos para atendimento da saúde e educação e com promoção de programas sociais o parlamentar ganha o prestígio e representatividade que buscava no modelo anterior na busca do protagonismo de cargos, uma nova forma de conduzir negociações entre poderes.

A medida é importante e considerando que é uma estruturação voltada ao fomento do mercado, de natureza provisória e propositiva aos mais carentes no chamado “Brasil Profundo” traz a baila à finalidade liberal de Guedes com a inserção dos brasileiros ao mercado, ao trabalho, ao desenvolvimento regional e consequentemente nacional.

Informações: Portal G1.

Administrador, Jornalista, Professor e Pesquisador. Graduado em Administração e Comércio Exterior. Pós-graduado em Direito, Docência e Gestão Pública. Mestre em Economia pela UnB.